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Cabo defeituoso causa acidente de funicular em Lisboa, aponta inquérito

Investigação final aponta cabo substandard não atendia às especificações da CCFL; outros funiculares devem permanecer fora de serviço até freios que imobilizem carruagens em caso de quebra do cabo

Emergency workers lift one of the Glória funicular cabins after the crash.
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  • O acidente com o funicular da Glória, em Lisboa, no dia 3 de setembro, deixou 16 mortos e cerca de 20 feridos; 11 das vítimas eram estrangeiras de países como Reino Unido, Coreia do Sul, Canadá, França, Suíça, Estados Unidos e Ucrânia; a Glória opera desde 1885 num percurso de 265 metros com sistema de contrapesos.
  • O relatório inicial do Gabinete de Investigação de Acidentes de Transporte Aéreo e Ferroviário (GPIAAF) indicou que o cabo que ligava as carruagens se soltou.
  • A investigação final aponta que o cabo era substandard e não atendia às especificações da Companhia de Caminhos de Ferro de Lisboa (CCFL); por isso, outros funiculares permanecem fora de operação até a realização de testes.
  • Os testes devem comprovar a eficácia dos freios para imobilizar as carruagens em caso de falha do cabo; a operação só deve retornar quando a segurança for garantida.
  • O GPIAAF deve divulgar o relatório final com recomendações dentro do próximo ano; a cidade aguarda medidas para assegurar a segurança dos funiculares, parte importante do turismo local.

O acidente com o funicular da Glória, em Lisboa, ocorrido em 3 de setembro, resultou na morte de 16 pessoas e deixou a cidade em estado de choque. Um relatório inicial do Gabinete de Investigação de Acidentes de Transporte Aéreo e Ferroviário (GPIAAF) revelou que o cabo que conectava as carruagens se soltou, levando a uma investigação sobre a segurança dos funiculares na capital portuguesa.

A investigação final confirmou que o cabo era substandard e não atendia às especificações da Companhia de Caminhos de Ferro de Lisboa (CCFL). Diante disso, a operação dos outros funiculares da cidade continua suspensa até que sejam realizados testes que comprovem a eficácia dos sistemas de freio, capazes de imobilizar as carruagens em caso de falha do cabo. O GPIAAF recomendou que esses veículos permaneçam fora de serviço até que a segurança seja garantida.

Impacto do Acidente

O acidente não apenas resultou em fatalidades, mas também levantou sérias preocupações sobre a segurança de transportes turísticos em Lisboa. Dos 16 mortos, 11 eram estrangeiros, incluindo cidadãos do Reino Unido, Coreia do Sul, Canadá, França, Suíça, Estados Unidos e Ucrânia. Além das vítimas fatais, cerca de 20 pessoas ficaram feridas, sendo três britânicos entre os feridos.

A Glória, que opera desde 1885, utiliza um sistema de contrapesos para mover suas carruagens ao longo de um percurso de 265 metros. Apesar de uma inspeção rotineira no dia do acidente não ter revelado anomalias, a investigação indicou que o condutor ativou os freios, que não funcionaram sem o auxílio do sistema de contrapesos.

Próximos Passos

O GPIAAF deve divulgar um relatório final com recomendações de segurança dentro do próximo ano. Enquanto isso, a cidade aguarda ansiosamente por atualizações sobre a investigação e medidas que garantirão a segurança dos funiculares, que são uma parte icônica do turismo em Lisboa.

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