- A ministra de Inclusão, Segurança Social e Migrações da Espanha, Elma Saiz, defendeu a migração como essencial para o rejuvenescimento e a sustentabilidade do modelo social, em fórum World In Progress.
- Ela afirmou que a migração não é ameaça, mas realidade positiva para a sociedade espanhola.
- Dados apresentados indicam o risco de perder até 4 milhões de trabalhadores nos próximos 25 anos, o que reduziria o crescimento econômico potencial de 2% para 0,1%.
- Saiz destacou aumento de 120% de migrantes latino-americanos e que 9 milhões de migrantes já são naturalizados; regiões Astúrias, Galícia e Castela e Leão registram crescimento de emprego entre migrantes acima de 7%.
- Também estimou que o custo econômico da discriminação racial e da xenofobia seja de 17 bilhões de euros por ano, defendendo uso desses dados para combater narrativas negativas e valorizar as contribuições dos migrantes.
A ministra de Inclusão, Segurança Social e Migrações da Espanha, Elma Saiz, defendeu, nesta segunda-feira, a migração como um elemento crucial para o rejuvenescimento e a sustentabilidade do modelo social do país. Em sua participação no fórum World In Progress, Saiz enfatizou que a migração não deve ser vista como uma ameaça, mas como uma realidade positiva para a sociedade espanhola.
Durante sua fala, a ministra apresentou dados alarmantes sobre o futuro demográfico da Espanha. Segundo suas previsões, o país pode perder até 4 milhões de trabalhadores nos próximos 25 anos, o que poderia reduzir o crescimento econômico potencial de 2% para apenas 0,1%. Saiz ressaltou a importância de políticas de natalidade, mas admitiu que essas iniciativas não são suficientes para enfrentar os desafios demográficos.
Impacto da Migração
Saiz também destacou o aumento de 120% no número de migrantes provenientes da América Latina e o impacto positivo que esses indivíduos têm na economia. Com 9 milhões de migrantes já naturalizados, a ministra apontou que eles não apenas contribuem para o crescimento econômico, mas também ajudam a combater a despoblamento em regiões como Astúrias, Galícia e Castela e Leão, onde a filiação ao mercado de trabalho cresceu mais de 7%.
Além disso, a ministra mencionou que a discriminação racial e a xenofobia têm um custo econômico significativo, estimado em 17 bilhões de euros por ano. Esses dados, segundo Saiz, devem ser utilizados para combater narrativas negativas sobre a migração e promover uma visão mais inclusiva da sociedade.
Desafios e Oportunidades
O debate no fórum contou com a participação de líderes de organizações internacionais, que também abordaram a necessidade de uma educação inclusiva e equitativa. Mariano Jabonero, da Organização de Estados Ibero-americanos, e Gina Magnolia Riaño, da Organização Ibero-americana de Segurança Social, discutiram como a educação deve ser um motor de ascensão social, mas reconheceram que o sistema atual enfrenta desafios significativos.
A ministra Elma Saiz concluiu sua intervenção enfatizando a importância de reconhecer e valorizar as contribuições dos migrantes para a segurança social e os serviços públicos, que são essenciais para o bem-estar coletivo da sociedade espanhola.
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