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UE aperta cerco à frota fantasma russa e alerta sobre ataques híbridos do Kremlin

União Europeia (UE) intensifica combate à frota fantasma russa; SEAE estima até 1.400 navios e propõe inspeções, acordos com terceiros e desinvestimento de bandeiras

UE aperta cerco à frota fantasma russa e alerta sobre ataques híbridos do Kremlin
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  • A União Europeia intensifica ações contra a chamada flota fantasma russa, rede secreta que burla sanções e mantém exportações de petróleo desde o embargo marítimo de dezembro de 2022.
  • Documento confidencial do Serviço de Ação Exterior da União Europeia (SEAE) aponta até 1.400 barcos na frota em sombra e aponta riscos à economia, ao meio ambiente e à segurança.
  • O SEAE propõe inspeções, acordos com países terceiros e desinvestimento de flagging (registro de embarcações em bandeiras de conveniência) para dificultar operações, além de ampliar cooperação com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) para monitoramento.
  • Incidentes recentes, como os navios Eagle S e Boracay, evidenciam o potencial de danos, incluindo ataques a cabos submarinos e outras infraestruturas críticas.
  • A União Europeia aguarda a aprovação, em reunião em Luxemburgo, de medidas que já visam restringir a flotilha; as sanções já atingem centenas de embarcações, mas o Kremlin ainda encontra maneiras de driblar restrições, com barcos muitas vezes em manutenção precária e subasegurados.

A União Europeia (UE) intensifica suas ações contra a chamada flota fantasma russa, uma rede secreta de embarcações que Moscou utiliza para burlar as sanções e continuar a exportar petróleo, mesmo após o embargo marítimo imposto em dezembro de 2022. Um documento confidencial do Serviço de Ação Exterior da UE (SEAE) aponta que até 1.400 barcos fazem parte dessa frota, que representa uma ameaça não apenas à economia da UE, mas também à segurança e ao meio ambiente.

O SEAE propõe a realização de inspeções e a assinatura de acordos com países terceiros para dificultar a operação desses navios. O documento alerta que a flota fantasma tem sido usada pelo Kremlin como plataforma para ataques híbridos contra a infraestrutura europeia. Recentes incidentes, como os casos dos navios Eagle S e Boracay, demonstram o potencial de danos que essas embarcações podem causar, incluindo ataques a cabos submarinos e outras infraestruturas críticas.

Medidas Propostas

As novas medidas sugeridas pelo SEAE incluem o desinvestimento de flagging, ou seja, a prática de registrar embarcações em países que oferecem bandeiras de conveniência. A proposta também visa aumentar a cooperação com a OTAN para monitorar a flota fantasma. O SEAE espera que os ministros de Exteriores da UE aprovem o projeto em uma reunião em Luxemburgo.

A UE já impôs sanções a centenas de embarcações e seus proprietários, mas o Kremlin continua a encontrar maneiras de eludir essas restrições. O SEAE destaca que muitos desses barcos operam com manutenção precária e estão subasegurados, representando riscos ambientais significativos. As ações da UE buscam não apenas restringir a economia de guerra russa, mas também proteger o meio ambiente e a segurança marítima na região.

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