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Diplomata marroquino afirma que estabilização do Sahel depende do desenvolvimento

Marrocos apresenta em Barcelona a hoja de ruta para o Sahel, amplia cooperação regional com Espanha e EUA, rejeita intervenção militar e detalha gasoduto Lagos-Marrakech

Camilo S. Baquero
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  • Fouad Yazourh apresentou, no World In Progress (WIP) em Barcelona, uma hoja de ruta marroquina para o Sahel, destacando cooperação regional, desenvolvimento como chave e rejeição a intervenções militares.
  • O diretor geral de Assuntos Políticos Internacionais do Ministério de Relações Exteriores de Marrocos afirmou que o país está alinhado com Espanha e Estados Unidos nesse esforço.
  • Em relação à imigração irregular, ele disse que, em dois mil e vinte e quatro, foram abortadas mais de 70 mil tentativas de entrada ilegal; 18 mil pessoas foram resgatadas no mar e 6 mil retornaram voluntariamente aos seus países.
  • O plano central prevê a construção do gasoduto Lagos-Marrakech, que deve levar eletrificação a 14 países africanos e estimular o desenvolvimento social e empresarial; também busca ampliar o acesso ao mar para o Sahel interior.
  • Yazourh ressaltou que o momento é favorável para as relações com Espanha, defendendo diálogo sereno e com princípios claros, e que a abordagem marroquina visa consolidar liderança na África e uma cooperação regional mais eficaz.

O diplomata marroquino Fouad Yazourh apresentou, no evento World In Progress (WIP) em Barcelona, uma nova hoja de ruta para a região do Sahel. O plano destaca a necessidade de cooperação regional e o desenvolvimento como chave para a estabilização, além de rejeitar intervenções militares.

Yazourh, que é diretor geral de Assuntos Políticos Internacionais no Ministério de Relações Exteriores de Marrocos, enfatizou que o país está alinhado com Espanha e Estados Unidos nesse esforço. Ele afirmou que a única solução para a crise no Sahel é o desenvolvimento econômico e social, e não ações militares, que, segundo ele, não trouxeram resultados positivos.

O diplomata também abordou a questão da imigração irregular, informando que em 2024 foram abortados mais de 70 mil tentativas de entrada ilegal em Marrocos. Além disso, 18 mil pessoas foram resgatadas no mar, e 6 mil conseguiram retornar voluntariamente a seus países de origem. Yazourh ressaltou a importância de tratar os imigrantes como vítimas e os traficantes como criminosos.

Parceria Energética e Comércio

Um dos pontos centrais do plano é a construção do gasoduto Lagos-Marrakech, que permitirá a eletrificação de 14 países africanos. Essa infraestrutura é vista como um motor para o desenvolvimento social e empresarial na região. Yazourh também destacou a importância de facilitar o acesso ao mar para os países do Sahel interior, melhorando assim sua capacidade comercial.

O diplomata concluiu que o momento atual é favorável para as relações entre Marrocos e Espanha, destacando a necessidade de um diálogo sereno e fundamentado em princípios claros. A abordagem marroquina para o Sahel é uma tentativa de consolidar sua posição de liderança na África e promover uma cooperação mais eficaz entre os países da região.

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