- Guardas-costeiros franceses pedem a suspensão das interceptações de pequenas embarcações no Canal da Mancha a até 300 metros da costa, alegando risco de vida dos ocupantes.
- A demanda surgiu enquanto a França revisa sua doutrina marítima, considerada por muitos arriscada e potencialmente inoperante.
- A carta, enviada ao diretor-geral da alfândega francesa, Florian Colas, pelo sindicato Solidaires Douanes, descreve a doutrina como “mortal” e afirma que pode provocar naufrágios, atribuindo responsabilidade aos agentes.
- A situação complica o governo britânico, que enfrenta dificuldades com o acordo de devolução de migrantes; um requerente iraniano retornou ao Reino Unido em uma pequena embarcação, e a BBC indica que a parte do acordo pode nunca ser efetivada.
- O porta-voz Jean-Pierre Cloez disse que as operações estão suspensas por risco; o chefe de segurança de fronteira do Reino Unido, Martin Hewitt, criticou a inação de França diante de mudanças políticas.
Guardas-costeiros franceses solicitaram a suspensão das interceptações de pequenas embarcações no Canal da Mancha, alegando riscos à vida dos ocupantes. A demanda surge em um momento em que a França revisa sua doutrina marítima, considerada por muitos como arriscada e ineficaz.
A carta enviada ao diretor-geral da alfândega francesa, Florian Colas, pelo sindicato Solidaires Douanes, que inclui guardas-costeiros, descreve as interceptações a até 300 metros da costa como uma “doutrina mortal” que viola convenções internacionais. A mensagem ressalta que essa abordagem pode provocar naufrágios e mortes, colocando a responsabilidade moral e criminal sobre os agentes envolvidos nas operações.
A situação se agrava para o governo britânico, que já enfrenta desafios com a implementação do acordo de devolução de migrantes. Recentemente, um requerente de asilo iraniano, parte do grupo enviado de volta à França, conseguiu retornar ao Reino Unido em uma pequena embarcação. A BBC reportou que a parte do acordo destinada a impedir as travessias está ameaçada e pode nunca ser efetivada.
Revisão da Doutrina Marítima
A revisão da doutrina marítima pela França, iniciada em junho, previa que embarcações de patrulha tentariam interceptar pequenas embarcações e devolvê-las à costa. Contudo, fontes de segurança marítima na França qualificaram o plano como um “truque político”. O porta-voz do sindicato policial francês, Jean-Pierre Cloez, afirmou que as operações estão suspensas devido ao perigo envolvido.
O comandante de segurança de fronteira do Reino Unido, Martin Hewitt, expressou frustração com a falta de ação dos franceses, citando mudanças políticas como um obstáculo para a implementação de táticas mais rigorosas contra as embarcações que transportam migrantes. A situação atual reflete a complexidade e os desafios que cercam a cooperação entre os dois países na questão da imigração ilegal.
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