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Putin diz que não se curvará aos Estados Unidos, mas admite perdas com sanções

Putin afirma que a Rússia não cederá à pressão norte-americana; sanções a Rosneft e Lukoil elevam riscos, China e Índia reduzem compras de petróleo russo

Vladimir Putin said said the sanctions were an ‘unfriendly act’. Photograph: Vyacheslav Prokofyev/Reuters
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  • Putin afirma que a Rússia não se submeterá à pressão dos Estados Unidos, reconhece que as novas sanções podem causar algumas perdas e que envolvem a Rosneft e a Lukoil, anunciadas na quarta-feira; as medidas incluíram quase trinta subsidiárias, e o governo dos EUA aposta em um aumento de cinco por cento nos preços globais do petróleo para pressionar a negociação do conflito.
  • O presidente descreve as sanções como ato hostil e tentativa inútil de pressionar a Rússia; admite que algumas perdas são esperadas e avisa que a Rússia reagirá de forma muito forte caso haja ataques diretos.
  • Recuo nas importações: China e Índia sinalizam redução nas compras de petróleo russo; a Reliance Industries, principal adquirente indiana, diz ajustar-se às novas diretrizes do governo, e fontes apontam que estatais chinesas também suspenderam compras.
  • O setor de petróleo e gás representa cerca de vinte por cento do PIB da Rússia; queda na demanda dos dois principais compradores pode impactar fortemente as receitas, com especialistas destacando desafios de adaptação, aumento de custos e complicação das vendas.
  • Putin sinaliza abertura para negociações com os EUA; outros oficiais russos adotam tom mais beligerante, como Dmitry Medvedev, que classifica as sanções como ato de guerra, afirmando que os EUA seriam inimigos da Rússia.

Vladimir Putin afirmou que a Rússia não se submeterá à pressão dos Estados Unidos, mas reconheceu que as novas sanções podem causar “algumas perdas” econômicas. As declarações surgem após os EUA imporem restrições à Rosneft e à Lukoil, principais produtores de petróleo da Rússia.

As sanções, que visam cortar as receitas petrolíferas que sustentam a guerra na Ucrânia, foram anunciadas na quarta-feira e incluem quase trinta subsidiárias das empresas. O governo dos EUA espera que essas medidas, que resultaram em um aumento de 5% nos preços globais do petróleo, forcem Putin a negociar um fim para o conflito.

Putin descreveu as sanções como um “ato hostil” e um esforço fútil para pressionar a Rússia. Apesar de afirmar que as restrições não terão impacto significativo, ele admitiu que “algumas perdas são esperadas”. Além disso, alertou que uma resposta russa seria “muito forte” caso houvesse ataques diretos.

Recuo nas Importações

Recentemente, China e Índia, que até então mantinham suas compras de petróleo russo, começaram a sinalizar uma redução nas importações. A Reliance Industries, maior compradora indiana de petróleo russo, indicou que está se ajustando às novas diretrizes do governo. Fontes relataram que empresas estatais chinesas também suspenderam compras de petróleo russo, preocupadas com as novas sanções.

O setor de petróleo e gás representa aproximadamente 20% do PIB da Rússia, e uma queda na demanda desses dois principais compradores pode impactar severamente as receitas russas. Especialistas alertam que a adaptação às sanções será desafiadora, podendo aumentar os custos e complicar as operações de venda.

Putin ainda expressou abertura para negociações com os EUA, embora outros oficiais russos tenham adotado um tom mais beligerante. Dmitry Medvedev, ex-presidente da Rússia, classificou as sanções como um “ato de guerra”, afirmando que os EUA se tornaram o inimigo da Rússia.

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