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Nas profundezas do oceano, surge nova disputa entre EUA e China

Cook Islands recebe mapeamento de águas profundas por navio dos EUA e US$ 250 mil; China fecha cooperação e mira Kiribati, com debate ambiental ongoing

A Chinese deep-sea heavy-duty mining vehicle completing a trial in 2024. The US and China are both exploring the resource potential in the waters around the Cook Islands.
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  • As águas profundas do Pacífico ao redor das Cook Islands viraram palco de competição entre Estados Unidos e China, enquanto a mineração do leito marinho continua proibida na região.
  • Um navio de pesquisa americano iniciou exploração das águas profundas e oferecerá US$ 250 mil em assistência técnica para fortalecer capacidades locais, conforme o Departamento de Estado dos Estados Unidos.
  • A China firmou um acordo de cooperação com as Cook Islands para pesquisas sobre mineração do leito marinho e avalia uma parceria com Kiribati.
  • Ambientalistas e cientistas, incluindo integrantes da Te Ipukarea Society, cobram supervisão independente diante de preocupações com danos aos ecossistemas e poluição sonora.
  • 38 países já pedem moratória global sobre a mineração do leito marinho; as Cook Islands e outras nações do Pacífico avaliam opções, com parte da população local receptiva aos benefícios econômicos e outra parte favorável à proteção ambiental.

Profundas águas do Oceano Pacífico estão se tornando o cenário de uma intensa competição entre Estados Unidos e China. Ambas as potências buscam explorar os recursos minerais nas proximidades das Cook Islands, onde a mineração do leito marinho é atualmente proibida, mas estudos técnicos e ambientais estão em andamento. O interesse estratégico por minerais críticos, essenciais para a transição energética, tem levado a um aumento na presença de navios de pesquisa e acordos de cooperação.

Recentemente, um navio de pesquisa americano iniciou a exploração das águas profundas ao redor das Cook Islands, oferecendo US$ 250 mil em assistência técnica para apoiar o desenvolvimento de capacidades locais. Essa ação é parte de um esforço mais amplo dos EUA para fortalecer sua influência na região, conforme declarado pelo Departamento de Estado, que enfatizou a importância da ciência para informar o desenvolvimento responsável da mineração marinha no Pacífico.

Cooperação e Competição

Por outro lado, a China também está avançando com suas ambições. O país firmou um acordo de cooperação com as Cook Islands para desenvolver pesquisas sobre mineração do leito marinho, incluindo a formação de um comitê conjunto para supervisionar as atividades. Além disso, a China está considerando uma parceria com Kiribati para explorar recursos semelhantes. Com isso, a disputa por influência na região se intensifica, colocando as Cook Islands em uma posição delicada.

A exploração de minerais, como níquel e cobalto, é vista como uma oportunidade econômica, mas também levanta preocupações significativas. Especialistas alertam que a mineração pode causar danos irreversíveis aos ecossistemas oceânicos, incluindo poluição sonora e perturbações nos habitats marinhos. Um grupo de cientistas e ambientalistas, incluindo Alanna Matamaru Smith, da Te Ipukarea Society, clama por supervisão independente, temendo que as pesquisas sejam influenciadas por interesses comerciais.

Demandas por Moratória

A crescente pressão por uma moratória global sobre a mineração do leito marinho é um reflexo das preocupações ambientais. Atualmente, 38 países já pediram essa moratória, enquanto as Cook Islands, junto a outras nações do Pacífico, avaliam as possibilidades de exploração. O futuro das Cook Islands, em meio a essa luta de titãs, continua incerto, com a população local dividida entre os benefícios econômicos e a proteção de seus recursos naturais.

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