- Trump chega à Coreia do Sul em 29 de outubro para reunião com o presidente Lee Jae Myung, em meio a negociações estagnadas sobre um acordo de US$ 350 bilhões para aliviar tarifas; o formato do investimento segue em discussão, com a Coreia do Sul favorecendo empréstimos e garantias em vez de capital direto.
- As tarifas sobre veículos, hoje em 25% para fabricantes sul-coreanos, continuam no centro das negociações; a Coreia do Sul teme impacto econômico se houver investimento direto, enquanto concorrentes japoneses e europeus enfrentam 15%.
- A reunião aborda a tensão com a Coreia do Norte, após anúncio de teste de míssil de cruzeiro com potencial arma nuclear; Trump busca encontro com Kim Jong-un, mas Pyongyang não respondeu oficialmente.
- A Coreia do Sul pressiona os Estados Unidos por reformas nas leis de imigração para facilitar a entrada de trabalhadores na construção de fábricas; críticas surgiram após operação que resultou na detenção de mais de 300 sul-coreanos em planta da Hyundai na Geórgia.
- As expectativas de avanço são baixas: Lee Jae Myung disse que melhoria no sistema de vistos é crucial; Trump também pode se encontrar com Xi Jinping para discutir pausa de tarifas, o que poderia influenciar as relações comerciais entre as potências.
Donald Trump chega à Coreia do Sul nesta quarta-feira, 29 de outubro, para uma reunião com o presidente Lee Jae Myung. O encontro ocorre em meio a negociações estagnadas sobre um acordo de US$ 350 bilhões que visa aliviar tarifas comerciais entre os dois países. As conversas, que começaram em agosto, enfrentam desafios, especialmente em relação ao formato do investimento, com a Coreia do Sul preferindo empréstimos e garantias em vez de injeções de capital direto.
Durante sua visita a Gyeongju, Trump deve abordar a questão das tarifas sobre veículos, que atualmente são de 25% para os fabricantes sul-coreanos, como Hyundai e Kia. Essas tarifas colocam as montadoras sul-coreanas em desvantagem em relação a concorrentes japoneses e europeus, que enfrentam uma taxa de 15%. A situação é crítica, já que a Coreia do Sul está preocupada com a estabilidade de sua economia se optar por um investimento direto.
Tensão com a Coreia do Norte
Além das questões comerciais, a reunião deve incluir discussões sobre a recente atividade militar da Coreia do Norte, que anunciou o teste de um míssil de cruzeiro capaz de carregar armas nucleares. Trump, que já expressou interesse em se encontrar com Kim Jong-un, não recebeu resposta oficial de Pyongyang sobre um possível encontro.
Por outro lado, a Coreia do Sul está pressionando os EUA para reformar as leis de imigração, visando facilitar a entrada de trabalhadores para a construção de fábricas. O governo sul-coreano enfrentou críticas após uma operação que resultou na detenção de mais de 300 cidadãos sul-coreanos em uma planta da Hyundai na Geórgia.
Expectativas de Acordo
As expectativas para um avanço nas negociações são baixas. Lee Jae Myung, que assumiu a presidência em junho, já expressou que a falta de melhorias no sistema de vistos pode desestimular futuros investimentos no país. Enquanto isso, Trump se prepara para um encontro com o presidente chinês Xi Jinping, onde um acordo para pausar tarifas mais altas pode ser discutido, o que poderia influenciar as relações comerciais entre as potências.
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