- A COP trinta ocorrerá em Belém (PA) de 10 a 21 de novembro, com a participação de cerca de 300 evangélicos; Tearfund e Vision Mundial estarão presentes para promover uma ecoteologia que une fé, ciência e justiça ambiental.
- O evento é visto como oportunidade de aproximar fé e ciência, mesmo em um contexto em que a relação entre religião e questão ambiental costuma gerar desconfiança.
- O pastor José Marcos Silva, da Igreja Batista em Coqueiral, afirma que a participação pode desconstruir estereótipos sobre a fé cristã e seu papel na luta climática, desde que seja pautada por autonomia e consciência crítica; ele disse: “A fé deve servir ao Reino de Deus, não a projetos partidários.”
- O engenheiro e líder cristão Oseas Heckert aponta a necessidade de releitura bíblica que valorize o cuidado com a criação como missão da igreja; para ele, a COP30 pode devolver credibilidade pública à fé ao mostrar que o Evangelho se preocupa com o ambiente e as futuras gerações.
- O encontro pode gerar legado de diálogo inter-religioso e contribuição para sustentabilidade e justiça climática; segundo o pastor João Marcos, o aquecimento global é desafio de toda a humanidade e os cristãos têm responsabilidade de cuidar da criação.
A COP30, que ocorrerá em Belém (PA) de 10 a 21 de novembro, se destaca como um evento crucial para o debate climático, especialmente com a participação de cerca de 300 evangélicos. Organizações como Tearfund e Visão Mundial estarão presentes, promovendo uma ecoteologia que une fé, ciência e justiça ambiental. A conferência representa uma oportunidade histórica de reaproximar essas esferas, em um contexto onde a relação entre a fé e a questão ambiental é frequentemente vista com desconfiança.
De acordo com o pastor José Marcos Silva, da Igreja Batista em Coqueiral, a presença evangélica na COP30 é um marco que pode desconstruir estereótipos sobre a fé cristã e seu papel na luta contra a crise climática. Ele destaca que essa participação deve ser pautada por autonomia e consciência crítica, evitando a instrumentalização política da fé. “A fé deve servir ao Reino de Deus, não a projetos partidários”, afirma.
Desafios e Oportunidades
O engenheiro e líder cristão Oseas Heckert ressalta que o diálogo entre comunidades evangélicas e questões ambientais ainda é incipiente. Ele defende que é essencial uma releitura bíblica que reconheça o cuidado com a criação como parte da missão da Igreja. Para Heckert, a COP30 é uma chance de restaurar a credibilidade pública da fé cristã, mostrando que o Evangelho também se preocupa com o meio ambiente e as futuras gerações.
Ambos os líderes alertam para os riscos de uma polarização política. Enquanto a extrema direita tende a negar o aquecimento global, a esquerda pode tentar cooptar o público evangélico. Para eles, é crucial que a participação evangélica na COP30 esteja centrada em um compromisso ético e espiritual, refletindo valores que vão além de alianças ideológicas.
Legado e Impacto
A presença de evangélicos na COP30 pode gerar um legado significativo, tanto para a Igreja quanto para a sociedade. Internamente, pode fomentar o diálogo inter-religioso, enquanto externamente, representa uma contribuição concreta para a sustentabilidade e a justiça climática. “O aquecimento global é um desafio de toda a humanidade. Como cristãos, temos a responsabilidade de cuidar da criação”, conclui o pastor João Marcos.
A COP30, portanto, não é apenas um evento sobre mudanças climáticas, mas uma plataforma para que a fé e a ciência se unam em prol de um futuro mais sustentável e justo.
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