- No evento Atlantic Convergence, em Lisboa, o Observatório de Estratégia e Inteligência da Defesa (OEID) apresentou o paper “Strengthening Atlantic Security and Defense Cooperation”, que propõe um Fórum de Segurança Atlântico para a proteção de cabos submarinos e a resiliência digital na região.
- A iniciativa destaca o papel estratégico de Portugal e do Brasil como elos entre Europa, África e América do Sul, com o Brasil atuando como hub de dados.
- Entre as recomendações está a Iniciativa Atlântica de Resiliência Conjunta, que visa unir governos, empresas e instituições de defesa para assegurar infraestruturas de comunicação mais seguras e sustentáveis.
- Também foram sugeridos os Corredores Azuis, zonas seguras para passagem de cabos submarinos, buscando reduzir riscos de sabotagem diante de ameaças internacionais.
- O presidente do OEID, Luís Bernardino, pediu simplificar o licenciamento e ampliar capacidades de reparo de cabos; a engenheira Nádia da Costa Ribeiro destacou a necessidade de harmonizar legislações de cibersegurança entre países atlânticos diante do aumento do fluxo de dados.
No evento Atlantic Convergence, realizado em Lisboa, o Observatório de Estratégia e Inteligência da Defesa (OEID) apresentou o paper “Strengthening Atlantic Security and Defense Cooperation”. O documento propõe um Fórum de Segurança Atlântico, visando a proteção dos cabos submarinos e a resiliência digital na região. A iniciativa destaca o papel estratégico de Portugal e do Brasil como um hub de dados entre Europa e África.
Entre as recomendações, a criação de uma Iniciativa Atlântica de Resiliência Conjunta é fundamental. Essa proposta busca unir governos, empresas e instituições de defesa para garantir infraestruturas de comunicação mais seguras e sustentáveis. Os “Corredores Azuis” também foram sugeridos, com a intenção de criar zonas seguras para a passagem de cabos submarinos, minimizando riscos de sabotagem, especialmente em relação a ameaças de nações como a Rússia.
Luís Bernardino, presidente do OEID, enfatizou a necessidade de simplificar o licenciamento e desenvolver capacidades de reparo de cabos no Atlântico. A engenheira Nádia da Costa Ribeiro, membro do board do OEID, ressaltou a importância da harmonização das legislações de cibersegurança entre os países atlânticos. Segundo ela, a crescente troca de dados entre Europa, África e América do Sul exige um quadro jurídico claro e cooperativo.
Portugal, devido à sua posição geográfica e laços históricos, é considerado um elo vital nesse diálogo. O Brasil, como um hub relevante de dados, reforça a necessidade de coordenação e confiança entre as jurisdições. A proposta do OEID visa criar um ambiente mais seguro e eficiente para o tráfego de informações, crucial para a conectividade global.
Entre na conversa da comunidade