- A presidente da Tanzânia, Samia Suluhu Hassan, foi declarada vencedora das eleições com mais de 97% dos votos, assegurando um mandato de cinco anos.
- A vitória ocorreu em meio a protestos violentos em várias cidades, com confrontos entre manifestantes e forças de segurança, incêndios em prédios públicos e uso de gás lacrimogêneo e tiros.
- A eleição foi marcada pela exclusão de dois principais opositores, o que gerou indignação entre a população.
- Organizações de direitos humanos, como a Amnesty International, destacaram prisões, detenções e relatos de desaparecimentos forçados; um painel de especialistas da ONU aponta mais de 200 casos desde 2019.
- A oposição afirma que pelo menos 10 pessoas morreram durante os confrontos, enquanto o governo contesta esse número; o país tem cerca de 68 milhões de habitantes.
A presidente da Tanzânia, Samia Suluhu Hassan, foi declarada vencedora das eleições com mais de 97% dos votos. O anúncio da comissão eleitoral ocorreu em meio a protestos violentos em várias cidades, que resultaram em confrontos entre manifestantes e forças de segurança. As tensões aumentaram após a exclusão de dois principais opositores da corrida eleitoral, o que gerou indignação entre a população.
Hassan, que assumiu o poder em 2021 após a morte de seu antecessor, terá um mandato de cinco anos. A vitória foi marcada por uma repressão significativa à oposição, com relatos de prisões e detenções de críticos do governo. Organizações de direitos humanos, como a Amnesty International, denunciaram um padrão de desaparecimentos forçados e prisões arbitrárias no período que antecedeu as eleições. De acordo com um painel de especialistas da ONU, mais de 200 casos de desaparecimento foram registrados desde 2019.
Protestos e Conflitos
Durante a votação, ocorreram protestos intensos, com manifestantes incendiando prédios públicos e a polícia utilizando gás lacrimogêneo e disparos. A oposição afirma que pelo menos 10 pessoas morreram durante os confrontos, enquanto o governo contesta esse número, considerando-o exagerado. O descontentamento popular se intensificou devido à exclusão de candidatos da principal oposição, como Tundu Lissu, do partido Chadema, que foi desqualificado após ter liderado um boicote às eleições.
A falta de um processo eleitoral justo e a repressão aos opositores levantaram preocupações sobre a legitimidade da vitória de Hassan. Observadores internacionais e grupos de direitos humanos continuam a monitorar a situação no país, que possui uma população de aproximadamente 68 milhões de habitantes.
Entre na conversa da comunidade