- Naiara Saiz Bilbao chegou a Costa Rica para trabalhar em um hostel, encontrou infraestrutura precária e teve pertences revirados; US$ 400 foram furtados.
- A prática, popularizada por plataformas como Worldpackers, WWOOF e Helpstay, conecta viajantes a anfitriões que oferecem hospedagem por trabalho; não é emprego, mas pode envolver riscos, especialmente para mulheres.
- Saiz Bilbao descreveu a chegada como um “desastre” e relatou tarefas de limpeza exaustivas além do previsto de cuidar das redes sociais.
- As plataformas dizem priorizar segurança, com verificações e monitoramento de avaliações; ainda assim, há alerta sobre romantização e pouca preparação antes da viagem.
- Em relação à vulnerabilidade feminina, cerca de 70% das usuárias da Helpstay e 64% das da Worldpackers são mulheres, reforçando a necessidade de viajar com cautela e informação.
Enquanto a prática de voluntariado internacional em troca de hospedagem se populariza, um caso recente levanta questões sobre segurança e riscos associados a essa experiência. A espanhola Naiara Saiz Bilbao buscou uma oportunidade em um hostel na Costa Rica, atraída por promessas de um ambiente seguro e acolhedor. No entanto, ao chegar, encontrou um local em condições precárias e enfrentou uma série de problemas, incluindo furto de seus pertences.
A experiência de Saiz Bilbao não é isolada. Com plataformas como Worldpackers, WWOOF e Helpstay, milhões de jovens buscam alternativas de viagem mais autênticas e acessíveis. Essas plataformas conectam viajantes a anfitriões que oferecem hospedagem em troca de trabalho. Apesar de não serem considerados empregos, esses arranjos podem apresentar riscos significativos, especialmente para mulheres.
A Realidade do Voluntariado
Saiz Bilbao descreve sua chegada como um “desastre”, com o hostel apresentando uma infraestrutura degradada. Inicialmente, ela deveria cuidar das redes sociais, mas acabou realizando tarefas de limpeza exaustivas. Além disso, relata que seus pertences foram revirados e que US$ 400 foram furtados. Ao tentar deixar o local, recebeu uma proposta de compensação para não deixar uma avaliação negativa.
As plataformas de voluntariado afirmam priorizar a segurança de seus usuários, realizando verificações e monitorando avaliações. No entanto, muitas viajantes, como Saiz Bilbao, alertam que a romantização dessas experiências pode levar a uma negligência na preparação e na pesquisa prévia.
Vulnerabilidade Feminina
Cerca de 70% dos usuários da Helpstay e 64% da Worldpackers são mulheres, que muitas vezes acreditam que essas plataformas oferecem um ambiente mais seguro. Contudo, os riscos de assédio e roubo permanecem. Saiz Bilbao destaca a necessidade de um debate mais aberto sobre esses perigos e aconselha que as mulheres viajem com cautela.
Ela não deseja desencorajar o voluntariado, mas sim incentivar uma abordagem mais informada. “Não deixe de ir. Vá — mas vá preparada”, conclui. A mensagem é clara: enquanto a troca cultural pode ser enriquecedora, a segurança deve ser sempre uma prioridade.
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