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UE pode admitir novos membros até 2030, diz chefe da política externa

União Europeia admite novos membros até 2030, com Montenegro e Albânia na dianteira; Ucrânia apoia adesão rápida; Geórgia é criticada

Kaja Kallas at a press conference on EU enlargement in Brussels, Belgium. Photograph: Olivier Hoslet/EPA
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  • A Comissão Europeia divulgou relatório sobre o progresso de dez países que aspiram à adesão à União Europeia (UE). Montenegro e Albânia são os mais avançados; Sérvia e Geórgia enfrentam críticas por retrocessos democráticos; a unanimidade entre 27 membros continua essencial para a ampliação, especialmente com a suspensão das negociações da Geórgia após protestos contra uma lei repressiva.
  • A Comissária de Relações Exteriores da UE, Kaja Kallas, afirmou que a adesão até 2030 é plausível, destacando Montenegro e Albânia como frontrunners e citando a Ucrânia como candidata com apoio a uma adesão rápida; a invasão russa muda o cenário geopolítico e reforça a necessidade de ampliar a UE.
  • O relatório elogia reformas de Montenegro e Albânia, critica o retrocesso democrático na Geórgia e o governo sérvio por protestos contra corrupção; a Comissária de Ampliação, Marta Kos, destacou Moldova como a que mais progrediu no último ano, apesar das ameaças híbridas.
  • A Geórgia viveu repressão a protestos, o que levou à suspensão das negociações; Kos adverte que o governo georgiano deve ouvir a população e respeitar os direitos humanos para retomar o diálogo sobre a adesão.
  • Sobre reformas, a ampliação da UE depende da unanimidade; a Hungria bloqueia o avanço para a Ucrânia, impactando Moldova. A Comissão avalia caminhos para avançar sem aprovação formal de todos e discute reformar a UE para acomodar 35+ membros, incluindo a possibilidade de abolir o veto em política externa.

A Comissão Europeia divulgou um novo relatório sobre o progresso de dez países que aspiram à adesão à União Europeia (UE). Montenegro e Albânia são apontados como os mais avançados no processo, enquanto Sérvia e Geórgia enfrentam críticas por retrocessos democráticos. A unanimidade entre os 27 membros da UE continua sendo um requisito essencial para a ampliação, especialmente após a suspensão das negociações da Geórgia, que ocorreram após protestos contra uma lei considerada repressiva.

A Comissária de Relações Exteriores da UE, Kaja Kallas, afirmou que a adesão de novos países até 2030 é uma meta realista. Durante uma coletiva de imprensa, ela destacou Montenegro e Albânia como frontrunners, e mencionou a Ucrânia como uma candidata com apoio para uma adesão acelerada. Kallas ressaltou que a nova dinâmica geopolítica, impulsionada pela invasão da Ucrânia pela Rússia, torna a ampliação da UE uma necessidade para fortalecer a presença europeia no cenário global.

Desafios e Progresso

O relatório também elogiou os esforços reformistas de Montenegro e Albânia, enquanto criticou o retrocesso democrático na Geórgia e a situação na Sérvia, onde um governo autoritário enfrenta protestos contra a corrupção. A Comissária de Ampliação, Marta Kos, destacou que a Moldávia, apesar das ameaças híbridas, fez avanços significativos em seu caminho para a adesão, sendo reconhecida como a que mais progrediu em um ano.

Por outro lado, a situação na Geórgia se deteriorou após uma violenta repressão a protestos pacíficos, levando à suspensão das negociações de adesão. Kos alertou que o governo georgiano deve ouvir a população e respeitar os direitos humanos para retomar o diálogo sobre a adesão.

Reformas Necessárias

A ampliação da UE requer a unanimidade dos estados membros, e a Hungria tem bloqueado o avanço das negociações para a Ucrânia, impactando também a Moldávia. Para contornar esse veto, a Comissão está considerando formas de avançar nas negociações sem a necessidade de aprovação formal de todos os 27 países. Há um crescente debate sobre a necessidade de reformar a estrutura da UE para acomodar um número maior de membros, com propostas para abolir o veto em questões de política externa.

Kallas afirmou que a discussão sobre a reformulação da UE é crucial para sua eficácia futura, especialmente em um mundo em rápida mudança.

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