- Em quatro de novembro de dois mil e vinte e cinco, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva rejeitou invasão terrestre dos Estados Unidos na Venezuela e, em Belém, reiterou a disposição de mediar o conflito, defendendo que o problema político não se resolve com armas e que a solução deve vir via diálogo.
- Lula afirmou que não quer uma invasão terrestre e destacou que os EUA podem ajudar na luta contra o narcotráfico sem recorrer a ações militares.
- O contexto envolve mobilização militar ordenada pelo presidente americano, Donald Trump, no Caribe para combater o tráfico, conforme mencionado pelo presidente brasileiro.
- O tema da mediação será discutido na cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), programada para nove e dez de novembro em Santa Marta, Colômbia; Lula ressalta a importância de um debate regional.
- O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, já acusou Washington de tentar mudar o regime e de ter interesses no petróleo venezuelano, elevando as tensões entre os dois países.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva rejeitou, em 4 de novembro de 2025, uma possível invasão terrestre dos Estados Unidos na Venezuela. Durante uma entrevista em Belém, Lula reafirmou sua disposição de mediar o conflito, defendendo que “problema político a gente não resolve com armas”. Em vez disso, ele propôs que a solução deve ser buscada através do diálogo.
A declaração de Lula ocorre em um contexto de mobilização militar ordenada pelo presidente americano, Donald Trump, no Caribe, com o objetivo declarado de combater o tráfico de drogas. Lula enfatizou que os EUA poderiam ajudar os países sul-americanos em suas lutas contra o narcotráfico, ao invés de recorrer a ações militares. “Não quero que a gente chegue a uma invasão terrestre”, afirmou o presidente.
Cúpula da CELAC
O tema da mediação no conflito entre Venezuela e Estados Unidos será discutido na próxima cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), programada para os dias 9 e 10 de novembro em Santa Marta, na Colômbia. Lula, que se encontra em Belém para liderar a cúpula da COP30, destacou a importância de um debate regional sobre a questão.
O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, já havia acusado Washington de tentar impor uma “mudança de regime” em Caracas e de ter interesses no petróleo venezuelano. As tensões entre os dois países se intensificaram, e a posição de Lula visa promover uma abordagem pacífica e cooperativa para resolver as disputas existentes.
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