- Israel mantém cerca de 100 palestinos detidos em uma prisão subterrânea chamada Rakefet, em Ramla, sem acusações formais e sem contato com a luz do dia desde janeiro de dois mil vinte e quatro; a instalação foi reativada em dois mil vinte e três pelo ministro Itamar Ben-Gvir e as condições foram descritas como degradantes.
- Entre os detidos está um enfermeiro e um adolescente; visitas de advogados da Public Committee Against Torture in Israel (PCATI) revelam interrogatórios breves e detenção de até nove meses; mais de mil presos continuam nessas condições, após quinhentos já terem sido libertados em acordo de cessar-fogo.
- As condições incluem batidas regulares, violência e isolamento extremo; prisioneiros são mantidos em células subterrâneas sem luz natural, o que afeta a saúde física e psicológica.
- Advogados da PCATI relataram que os detidos são levados a reuniões com advogados em condições degradantes, incluindo curvar-se e algemas; as prisões também apresentam banheiros precários e infestação de insetos.
- Tal Steiner, diretor executivo da PCATI, afirmou que a detenção em Rakefet tem implicações extremas para a saúde mental e física; o Serviço Penitenciário de Israel (IPS) não respondeu às perguntas sobre a situação.
Israel mantém cerca de 100 palestinos detidos em uma prisão subterrânea chamada Rakefet, localizada em Ramla. Os prisioneiros, incluindo um enfermeiro e um adolescente, estão sem contato com a luz do dia desde janeiro de 2024 e são mantidos sem acusações formais. As condições de detenção foram descritas como degradantes e violadoras dos direitos humanos.
A Public Committee Against Torture in Israel (PCATI) revelou que os detentos enfrentam interrogatórios breves e são mantidos em isolamento por até nove meses. Embora Israel tenha libertado 1.700 palestinos sob um acordo de cessar-fogo em outubro, mais de 1.000 continuam detidos em condições semelhantes. A situação foi classificada como uma violação da lei humanitária internacional.
Condições de Detenção
Os detentos em Rakefet relatam batidas regulares e violência, refletindo práticas de tortura documentadas em outros centros de detenção israelenses. A prisão, reativada em 2023 por Itamar Ben-Gvir, foi originalmente fechada em 1985 devido a preocupações sobre sua inhumanidade. Atualmente, os prisioneiros são mantidos em células subterrâneas, sem acesso a luz natural, o que causa sérios danos à saúde física e psicológica.
Os advogados da PCATI, que visitaram os detentos, relataram condições horríveis nas instalações, incluindo banheiros em estado precário e a presença de insetos. Os prisioneiros são frequentemente levados para as reuniões com advogados em condições degradantes, sendo forçados a se curvar e algemados.
Implicações da Detenção
Tal Steiner, diretor executivo da PCATI, enfatizou que a detenção em Rakefet tem “implicações extremas” para a saúde mental e física dos prisioneiros. O isolamento prolongado e a falta de luz do dia afetam funções biológicas essenciais, como os ritmos circadianos e a produção de vitamina D. Apesar das denúncias, o Serviço Penitenciário de Israel (IPS) não respondeu adequadamente às questões sobre a situação dos prisioneiros em Rakefet.
A situação dos detentos em Rakefet é um reflexo de uma política mais ampla de detenção de civis palestinos, levantando preocupações sobre a legalidade e a ética das práticas de Israel em relação a prisioneiros de guerra e civis.
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