- Em 6 de novembro, o Brasil organizou oficina sobre Racismo Ambiental e Saúde durante a II Cúpula Mundial de Desenvolvimento Social, realizada em Doha, Qatar, promovida pelo Ministério da Saúde (MS).
- O foco foi a interseção entre saúde, racismo e equidade, com atenção a populações vulneráveis, como negros e indígenas.
- A oficina destacou o racismo sistêmico como determinante social da saúde; a coordenadora-geral de Atenção à Saúde da População Negra do MS, Rosimery da Costa Santos, afirmou que desigualdades históricas afetam o acesso a cuidados e aumentam morbimortalidade.
- Foram apresentadas ações transversais do MS para promoção da equidade étnico-racial, alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente o ODS 18, e mencionaram a Declaração de Copenhague e a Agenda 2030.
- Também houve discussão sobre cuidados em emergências climáticas, gestão de desastres e direito humano à alimentação adequada; participaram o Ministério das Relações Exteriores e o Instituto Ibirapitanga.
O Brasil organizou, em 6 de novembro, uma oficina sobre Racismo Ambiental e Saúde durante a II Cúpula Mundial de Desenvolvimento Social, realizada em Doha, no Qatar. O evento, promovido pelo Ministério da Saúde (MS), abordou a interseção entre saúde, racismo e equidade, com foco em populações em situação de vulnerabilidade, como negros e indígenas.
A oficina destacou a importância de reconhecer o racismo sistêmico como um determinante social da saúde. A coordenadora-geral de Atenção à Saúde da População Negra do MS, Rosimery da Costa Santos, afirmou que o quadro de saúde da população negra reflete desigualdades históricas que impactam o acesso aos cuidados e aumentam a morbimortalidade. As discussões foram fundamentadas em políticas como a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra e a Estratégia Antirracista na Saúde.
Ações e Iniciativas
Durante o encontro, o Brasil apresentou ações transversais do MS voltadas para a promoção da equidade étnico-racial. Essas iniciativas dialogam com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente o ODS 18, que visa promover a igualdade étnico-racial no país. A cúpula reuniu representantes de governos, sociedade civil e organismos internacionais, renovando o compromisso global com a Declaração de Copenhague e a Agenda 2030.
A oficina também abordou cuidados em emergências climáticas e a gestão de desastres, ressaltando a necessidade de assegurar o direito humano à alimentação adequada. O evento contou com a participação de diversos órgãos, incluindo o Ministério das Relações Exteriores e o Instituto Ibirapitanga, demonstrando o compromisso político do Brasil com a equidade.
A II Cúpula Mundial de Desenvolvimento Social, convocada pela ONU, ocorre em um contexto de desafios contemporâneos, como mudanças climáticas e transformações sociais. O Brasil, ao promover esse tipo de discussão, busca fortalecer políticas de desenvolvimento social e enfrentar as desigualdades que afetam a população negra e outras minorias.
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