- China anunciou a incorporação do Fujian, terceiro porta-aviões, em uma cerimônia na ilha de Hainan, com a presença do presidente Xi Jinping; a embarcação ainda levará alguns anos para alcançar plena capacidade operacional.
- O Fujian é equipado com catapulta eletromagnética, permitindo o lançamento de mais aeronaves com maior alcance e armamento em comparação aos porta-aviões Liaoning e Shandong.
- O especialista Alex Luck afirmou que nenhum outro país, além dos Estados Unidos, possui porta-aviões com tamanho e capacidades semelhantes. A China precisa de mais unidades para alterar o equilíbrio de poder no Pacífico.
- Atualmente, o único porta-aviões com catapulta eletromagnética é o Gerald R. Ford, da Marinha dos Estados Unidos; a China usa propulsão convencional, enquanto os americanos empregam propulsão nuclear.
- Exercícios militares da Marinha chinesa no estreito de Taiwan incluíram drones e robôs quadrúpedes, chamados de “lobos mecânicos”; o Fujian em operação indica maior presença militar chinesa na região do Pacífico.
A China anunciou a incorporação do Fujian, seu terceiro porta-aviões, em uma cerimônia realizada na ilha de Hainan. O evento contou com a presença do presidente Xi Jinping e marca um avanço significativo na modernização da Marinha chinesa. O Fujian é equipado com tecnologia de catapulta eletromagnética, que permite lançar uma gama maior de aeronaves com maior alcance e armamento em comparação aos seus antecessores, o Liaoning e o Shandong.
O especialista em armamento naval, Alex Luck, destacou que “nenhum outro país, além dos EUA, possui um porta-aviões com tamanho e capacidades semelhantes”. O Fujian levará alguns anos para atingir plena capacidade operacional, sendo necessário que a China desenvolva mais porta-aviões desse tipo para alterar significativamente o equilíbrio de poder no Pacífico.
Avanços e Desafios
Atualmente, o único porta-aviões no mundo com catapulta eletromagnética é o Gerald R. Ford, da Marinha dos EUA. Apesar do progresso militar da China, analistas apontam que o país ainda está atrás dos EUA em termos de projeção de poder global. Os porta-aviões chineses operam com propulsão convencional, enquanto os americanos utilizam propulsão nuclear, permitindo maior autonomia.
Recentemente, a Marinha chinesa realizou exercícios militares no estreito de Taiwan, simulando uma invasão da ilha. Os testes incluíram o uso de drones e robôs quadrúpedes, conhecidos como “lobos mecânicos”. Essas manobras refletem as crescentes tensões entre Pequim e Taipé, com Taiwan permanecendo como um tema sensível nas relações entre a China e os EUA.
Com o Fujian em operação, a China demonstra suas intenções de fortalecer sua presença naval e expandir suas capacidades militares na região do Pacífico.
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