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EUA e China buscam projetar poder com porta-aviões enormes e caros

China lança o porta-aviões Fujian, avaliado em £5,4 bilhões, capaz de cerca de 60 aeronaves, com Xi Jinping presente

China’s Fujian aircraft carrier at a naval port in Sanya city in southern China. Photograph: Li Gang/AP
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  • China lançou o porta-aviões Fujian, de 80.000 toneladas e capacidade para 60 aeronaves, avaliado em £5,4 bilhões, em cerimônia com a presença do presidente Xi Jinping.
  • O evento ocorre em um cenário de rivalidade com os Estados Unidos, que lideram com onze porta-aviões, enquanto o Reino Unido mantém dois, com custo próximo de £6,2 bilhões.
  • O Fujian simboliza o avanço chinês na projeção de poder global, ampliando a influência de Beijing em regiões estratégicas como Taiwan.
  • Especialistas apontam que, apesar de lições da guerra na Ucrânia, porta-aviões continuam recursos valiosos para projeção de poder e, também, para diplomacia internacional, destacando a trajetória desde o Liaoning, primeiro porta-aviões chinês, entregue em dois mil e doze.
  • A construção reforça uma nova fase de competição entre grandes potências, com demonstração de força e capacidade de resposta a crises internacionais.

A China lançou recentemente o porta-aviões Fujian, um navio de 80.000 toneladas e capacidade para 60 aeronaves, avaliado em £5,4 bilhões. O evento, que contou com a presença do presidente Xi Jinping, marca um passo significativo na expansão do poderio militar chinês. Essa construção se insere em um contexto onde a Marinha dos EUA lidera com 11 porta-aviões, enquanto o Reino Unido possui dois, custando cerca de £6,2 bilhões.

O Fujian é mais do que uma peça de guerra; representa a intenção da China de aumentar sua influência global. A crescente rivalidade com os EUA e a tensão em regiões como Taiwan intensificam a discussão sobre a importância estratégica dos porta-aviões. Especialistas sugerem que, apesar de um conflito recente na Ucrânia ter mostrado que tamanho não é tudo, os porta-aviões ainda são recursos valiosos para projeção de poder e diplomacia.

Rivalidade Naval

A construção do Fujian reflete a ambição da China em criar uma marinha capaz de operar globalmente. Desde a entrega do seu primeiro porta-aviões, o Liaoning, em 2012, a China tem investido pesadamente em tecnologia naval. O analista Nick Childs, do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, afirma que os porta-aviões são essenciais para a construção de uma marinha que possa projetar influência de maneira independente.

Enquanto isso, o Reino Unido, com suas duas embarcações, tem utilizado seus porta-aviões mais como ferramentas de diplomacia do que de combate. A presença do HMS Prince of Wales em Tóquio ilustra essa abordagem, focando em impressionar aliados em vez de intimidar adversários.

O desenvolvimento do Fujian e a modernização das forças navais refletem uma nova era de competição entre grandes potências, onde a demonstração de força e a capacidade de resposta a crises internacionais são cada vez mais relevantes.

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