- Taiwan busca ampliar laços com a União Europeia e pediu maior cooperação em segurança, comércio e inteligência artificial durante evento no Parlamento Europeu, em Bruxelas, com críticas de Pequim por atividades separatistas.
- A vice-presidente Bi-Khim Hsiao destacou a importância da paz no Estreito de Taiwan para a estabilidade global e disse que a comunidade internacional deve resistir a mudanças unilaterais no status quo.
- Hsiao afirmou que Taiwan e a União Europeia compartilham valores democráticos e devem colaborar para cadeias de suprimento confiáveis e um ecossistema tecnológico com transparência.
- A China condenou a visita, acusando o Parlamento Europeu de permitir atividades separatistas; a tensão aumentou após o presidente taiwanês Lai Ching-te anunciar aumento do gasto militar para 5 por cento do PIB até 2030.
- A conferência, organizada pela Aliança Interparlamentar sobre a China, reuniu cerca de 50 legisladores e reforçou a percepção de que Taiwan pode ampliar cooperação com a União Europeia em tecnologia e semicondutores.
Taiwan busca fortalecer laços com a União Europeia (UE) em meio a crescentes pressões da China. Durante um evento no Parlamento Europeu, a vice-presidente de Taiwan, Bi-Khim Hsiao, solicitou maior cooperação em segurança, comércio e inteligência artificial. A visita, que ocorreu em Bruxelas, gerou críticas de Pequim, que considera tais atividades como separatistas.
Hsiao enfatizou a importância da paz no Estreito de Taiwan para a estabilidade global e destacou que a oposição internacional a mudanças unilaterais no status quo é crucial. Em sua fala, ela destacou que Taiwan e a UE compartilham valores democráticos e devem trabalhar juntos para garantir cadeias de suprimento confiáveis e um ecossistema tecnológico baseado em confiança e transparência.
Pressões da China
A China, por sua vez, não hesitou em criticar a visita de Hsiao, acusando o Parlamento Europeu de permitir atividades que considera separatistas. A tensão entre Taiwan e China se intensificou, especialmente após a promessa do presidente de Taiwan, Lai Ching-te, de aumentar o gasto em defesa para 5% do PIB até 2030. Hsiao também fez comparações entre os ciberataques que Taiwan enfrenta e os desafios que a Europa tem enfrentado desde a invasão da Ucrânia pela Rússia.
A presença de Hsiao em Bruxelas foi parte de uma conferência organizada pela Aliança Interparlamentar sobre a China, que busca unir esforços contra as ameaças de Pequim. A segurança da vice-presidente foi uma preocupação, especialmente após relatos de planos de agentes chineses para intimidá-la durante uma visita anterior à República Tcheca.
Oportunidades de Cooperação
Analistas apontam que, apesar da falta de laços diplomáticos formais, a UE e Taiwan podem aumentar suas colaborações em diversas áreas. A interdependência econômica, especialmente em tecnologia e semicondutores, torna essencial a aproximação entre os dois. Ben Bland, diretor do programa Ásia-Pacífico do Chatham House, destacou que um conflito sobre Taiwan teria um impacto muito maior na Europa do que a invasão da Ucrânia, dada a importância da ilha nas cadeias globais de suprimento.
O evento em Bruxelas, que contou com a participação de cerca de 50 legisladores de diversas nações, reafirma a determinação de Taiwan em manter sua democracia e buscar apoio internacional frente às ameaças da China.
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