- Ahn Hak-seop, ex-combatente norte-coreano de 95 anos, busca retornar à Coreia do Norte antes de morrer, vivendo próximo à Zona Desmilitarizada, em Gimpo, com apoio de ativistas.
- Capturado pelo Sul em 1953, ele passou 42 anos preso e foi submetido a torturas, sem jamais renunciar à ideologia comunista; o caso está em análise pelo Ministério da Unificação da Coreia do Sul.
- Hoje ele integra o grupo conhecido como “não convertidos”, que se opõem ao regime sul-coreano; já tentou cruzar a fronteira em Panmunjom e participa de ações públicas para pressionar o governo a autorizar seu retorno.
- Um grupo de ativistas apoia a causa, organizando manifestações e recolhendo assinaturas; o pastor Lee Jeok o descreve como símbolo da luta pela reunificação. Ahn critica o governo sul-coreano, afirmando que a população vive sob regime colonial.
- Ahn expressa o desejo de morrer na Coreia do Norte, alegando abusos e injustiças; o governo norte-coreano não se manifestou sobre o caso.
Ahn Hak-seop, um ex-combatente norte-coreano de 95 anos, busca retornar à Coreia do Norte antes de falecer. Capturado pelo Sul em 1953, ele passou 42 anos preso, sendo submetido a torturas, mas nunca renunciou à sua ideologia comunista. Seu caso está sob análise do Ministério da Unificação da Coreia do Sul.
Atualmente, Ahn é um dos últimos membros de um grupo conhecido como “não convertidos”, que se opõem ao regime sul-coreano. Ele já tentou cruzar a fronteira em Panmunjom e participa de eventos públicos para pressionar o governo a autorizar seu retorno. “Debo contar o que aconteceu durante 70 anos”, afirma Ahn, que vive próximo à Zona Desmilitarizada, em uma pequena aldeia em Gimpo.
Apoio dos Ativistas
Um grupo de ativistas apoia a causa de Ahn, organizando manifestações e coletando assinaturas para solicitar ao governo sul-coreano que permita seu retorno. O pastor Lee Jeok, que o apoia, descreve Ahn como um símbolo da luta pela reunificação da Coreia. Ahn, por sua vez, critica o governo sul-coreano, afirmando que a população vive sob um regime colonial.
Durante sua prisão, Ahn enfrentou torturas brutais e programas de conversão ideológica, mas se recusa a assinar qualquer confissão. Em 1995, foi libertado, após pressão de grupos de direitos humanos. Desde então, ele se casou e vive em uma paróquia dedicada à reunificação, mas a saúde e a idade avançada o motivam a desejar voltar ao seu país de origem.
A Última Vontade
Ahn expressa sua vontade de morrer na Coreia do Norte, sentindo que sua vida foi marcada por abusos e injustiças. “Quero voltar antes de morrer. Debo morrer no norte”, declara. Sua luta por um retorno ao lar continua, enquanto ele reflete sobre suas experiências e o impacto da política na península coreana. O governo norte-coreano ainda não se manifestou sobre o caso.
Entre na conversa da comunidade