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Relatório de Democracia 2025 aponta retrocessos em países lusófonos

Relatório Democracia 2025 aponta cinco lusófonos com democracias estáveis; Angola, Guiné-Bissau e Moçambique são autocracias com fragilidades, Brasil, Timor-Leste, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe avançam

Relatório da Democracia 2025 alerta para retrocessos em alguns países lusófonos; FOTO: LUÍSA NHANTUMBO/Lusa_EPA
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  • O Relatório Democracia 2025, do ISCTE, analisa a qualidade democrática nos países lusófonos, destacando avanços e retrocessos.
  • Cinco democracias estáveis são apontadas, com Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e Brasil citadas como exemplos de democracias consolidadas; Angola, Guiné-Bissau e Moçambique aparecem como autocracias com instituições frágeis.
  • Angola é descrita como autocracia eleitoral desde 2002, com o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) controlando o processo e limitando a sociedade civil.
  • Guiné-Bissau e Moçambique enfrentam instabilidade política e deterioração eleitoral; as eleições de 2024 em Moçambique foram consideradas menos livres e justas do que há uma década.
  • Timor-Leste é visto como exemplo de durabilidade democrática, mas o relatório destaca fragilidades institucionais na região e a necessidade de fortalecer mecanismos eleitorais e a transparência.

O Relatório da Democracia 2025, elaborado pelo ISCTE, revela preocupações com a qualidade democrática em países lusófonos. O estudo destaca cinco democracias estáveis, enquanto aponta Angola, Guiné-Bissau e Moçambique como autocracias com instituições frágeis. A análise, que amplia os dados do relatório Variedades de Democracia (V-Dem), identifica avanços e retrocessos significativos na região.

O relatório classifica Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e Brasil como exemplos de democracias consolidadas, onde as eleições são reconhecidas como livres e justas. Por outro lado, Angola apresenta um regime monopolizado pelo Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), que controla o processo eleitoral e limita a sociedade civil. Desde 2002, o país é considerado uma autocracia eleitoral, apesar de esforços de liberalização.

Fragilidades Institucionais

A Guiné-Bissau é marcada por uma instabilidade política crônica, onde golpes de Estado são comuns. Moçambique, embora tenha avançado em alguns aspectos, enfrenta um agravamento das desigualdades sociais e uma deterioração nas condições eleitorais. As eleições de 2024 foram classificadas como menos livres e justas do que há dez anos, sinalizando um retrocesso democrático.

Cabo Verde se destaca como uma das democracias mais estáveis da África, com 34 anos de eleições regulares. No entanto, o relatório sugere melhorias em mecanismos participativos. São Tomé e Príncipe enfrenta instabilidade, dificultando o aprofundamento democrático. O Brasil, após a vitória da coligação de centro-esquerda liderada por Lula da Silva, mostra sinais de recuperação democrática, apesar dos eventos de 8 de janeiro de 2023, quando ocorreram tentativas de golpe.

Desafios e Oportunidades

Timor-Leste é visto como um exemplo de durabilidade democrática, com processos eleitorais robustos. O relatório conclui que, embora os países lusófonos tenham avançado na superação de legados coloniais e autoritários, persistem fragilidades institucionais. A necessidade de fortalecer instituições eleitorais e promover a transparência é enfatizada como crucial para consolidar a democracia na região.

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