- O ex-presidente francês Nicolas Sarkozy, condenado a cinco anos de prisão por financiamento ilícito de campanha, pode obter libertação sob controle judicial; decisão será comunicada entre 12h e 13h30.
- Sarkozy cumpre pena na prisão de La Santé, em Paris, e participou da audiência por videoconferência; desde setembro ele é o primeiro ex-chefe de Estado francês a cumprir pena em prisão tradicional.
- A sentença envolve financiamento da campanha presidencial de 2007 pelo regime de Muamar el Gadafi; ele mantém a defesa de Innocência e já recorre da decisão.
- Sarkozy está em isolamento, sem contato com outros presos, após receber ameaças na entrada da prisão; a polícia confirmou um dispositivo de segurança com dois oficiais armados ao lado dele.
- Sindicatos penitenciários criticaram a medida de segurança como humilhação ao sistema prisional; a decisão sobre a liberdade provisória depende do resultado do recurso de apelação.
O ex-presidente francês Nicolas Sarkozy, condenado a cinco anos de prisão por financiamento ilícito de campanha, pode ter a liberdade sob controle judicial. A Fiscalía fez o pedido nesta segunda-feira, e a decisão será comunicada entre 12h e 13h30. Sarkozy, que cumpre pena na prisão de La Santé, em Paris, participou da audiência por videoconferência.
Desde sua condenação em setembro, Sarkozy se tornou o primeiro ex-chefe de Estado francês a cumprir pena em uma prisão tradicional. Ele foi condenado por associação ilícita em um caso que envolve financiamento de sua campanha presidencial de 2007 pelo regime de Muamar el Gadafi. Durante a audiência, o ex-presidente descreveu sua situação como “dura” e “exaustiva”, agradecendo aos funcionários penitenciários pela “humanidade” demonstrada.
Isolamento e Segurança
Sarkozy está em regime de isolamento, sem contato com outros presos, devido a ameaças que recebeu ao ingressar na prisão. O ministro do Interior, Laurent Nuñez, confirmou que o ex-presidente conta com um dispositivo de segurança inédito, com dois oficiais armados sempre ao seu lado. Essa medida gerou críticas de sindicatos penitenciários, que a consideraram uma “humilhação” para o sistema prisional.
A situação de Sarkozy levanta debates sobre segurança e o tratamento de ex-presidentes na prisão. O ex-mandatário, que já enfrentou outros processos, reafirma sua inocência e recebe apoio de parte da classe política. A decisão sobre sua liberdade provisória será crucial, pois ele aguarda a resolução de seu recurso de apelação.
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