- Milhares de pessoas protestaram em Belgrado contra a demolição do antigo quartel-general do exército, danificado na campanha de bombardeios da OTAN em mil novecentos e noventa e nove, para dar lugar a um complexo de luxo ligado à Affinity Global Development (Kushner).
- O projeto prevê hotel, apartamentos, lojas e escritórios, com investimento estimado em centenas de milhões de euros, segundo os planos divulgados.
- O Parlamento sérvio aprovou uma lei que acelera os procedimentos administrativos para a implementação do projeto, sem emendas, aumentando o descontentamento popular.
- O governo mantém que é um contrato de arrendamento de noventa e nove anos, e não uma venda; a oposição questiona a constitucionalidade da nova legislação.
- A tragicidade recente da queda de uma estação de trem, que deixou dezesseis mortos, intensificou a mobilização contra a demolição, com manifestantes como Teodora Smiljanic dizendo que foram às ruas para levantar a voz contra a lei.
Milhares de pessoas se reuniram em Belgrado para protestar contra a demolição do antigo quartel-general do exército, danificado durante a campanha de bombardeios da NATO em 1999. O local, que carrega um forte simbolismo histórico, dará lugar a um complexo de luxo ligado à Affinity Global Development, empresa de Jared Kushner, genro do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O projeto inclui a construção de um hotel, apartamentos, lojas e escritórios.
Recentemente, o Parlamento sérvio aprovou uma lei que acelera os procedimentos administrativos para a implementação do projeto, gerando ainda mais descontentamento entre a população. Protestos contra a demolição se intensificaram, especialmente após a tragédia do desabamento de uma estação de trem no ano passado, que resultou na morte de 16 pessoas. Para muitos, a antiga sede do exército representa um tributo aos que pereceram durante o conflito do Kosovo.
O investimento no projeto é estimado em centenas de milhões de euros, e o governo argumenta que a iniciativa trará benefícios econômicos significativos para Belgrado. O presidente Aleksandar Vucic defendeu a parceria, afirmando que a operação não é uma venda, mas um contrato de arrendamento de 99 anos. Apesar das promessas de valorização da área e atração de turismo, a oposição questiona a constitucionalidade da nova legislação.
Teodora Smiljanic, uma das manifestantes, expressou sua indignação: “Viemos aqui para levantar nossa voz contra a lei”. A aprovação da legislação foi realizada sem emendas, mesmo com a resistência de alguns políticos da oposição. A situação continua a gerar debates acalorados sobre o futuro do patrimônio cultural e a relação do país com os Estados Unidos.
Entre na conversa da comunidade