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Toffoli anula provas da Lava Jato contra ex-primeira-dama do Peru

Toffoli anula provas da Lava Jato contra Nadine Heredia por uso dos sistemas Drousys e My Web Day da Odebrecht

Na Justiça peruana, Nadine Heredia (foto) e o o ex-presidente do Peru Ollanta Humala foram condenados a 15 anos de prisão
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  • O ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli anulou provas da operação Lava Jato contra Nadine Heredia Alarcón.
  • A decisão atendeu aos advogados de Nadine, reconhecendo nulidade de provas obtidas por meio dos sistemas Drousys e My Web Day, ligados à Odebrecht.
  • Nadine Heredia está no Brasil desde abril deste ano, após pedido de asilo diplomático; ela é esposa do ex-presidente peruano Ollanta Humala.
  • Em território peruano, Nadine e Humala foram condenados a quinze anos de prisão por lavagem de dinheiro relacionada à campanha de 2011.
  • Toffoli determinou que não haja compartilhamento de provas dos sistemas com autoridades peruanas e encaminhou a decisão ao Ministério da Justiça para as devidas providências.

O ministro do STF Dias Toffoli anulou provas da Lava Jato contra Nadine Heredia Alarcón, ex-primeira-dama do Peru. A decisão ocorreu na segunda-feira, 10 de novembro de 2025. O pedido foi feito pelos advogados de Nadine, que contestaram a legalidade das provas obtidas. Nadine está no Brasil desde abril, após pedir asilo diplomático.

A ação envolve também o ex-presidente peruano Ollanta Humala, condenado a 15 anos de prisão junto com Nadine por lavagem de dinheiro ligada a financiamento de campanha em 2011. A acusação aponta valores ilícitos envolvendo a Odebrecht, que operou no Peru.

Toffoli reconheceu a nulidade de provas obtidas por meio dos sistemas Drousys e My Web Day, usados pela Odebrecht. Com a decisão, o STF estendeu o entendimento para anular procedimentos da Lava Jato que os empregaram. Fica proibido compartilhar tais provas com autoridades peruanas.

Decisão e consequências

O ministro determinou encaminhar cópia da decisão ao Ministério da Justiça, para comunicar a nulidade dos elementos de prova em relação a Nadine. Também ficou vedada a cooperação ou envio de provas provenientes desses sistemas ao governo do Peru. A medida evita uso desses dados em processos no Perú.

Segundo a denúncia, Nadine e Humala teriam recebido recursos ilícitos para campanhas, reforçando o elo entre o caso peruano e a atuação da empresa brasileira. O desdobramento altera o cenário de investigações envolvendo a Odebrecht na América Latina.

A defesa de Nadine celebra a decisão, que pode influenciar procedimentos futuros ligados à Lava Jato envolvendo Odebrecht. O tema segue em pauta na imprensa brasileira e internacional, com desdobramentos judiciais ainda em curso.

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