- Delegação da Caricom Reparations Commission viajará ao Reino Unido de 17 a 20 de novembro para debater herança colonial britânica e buscar reparações pela escravidão transatlântica, reunindo parlamentares, diplomatas, acadêmicos e sociedade civil; a visita foi organizada em parceria com o Institute of Commonwealth Studies e é descrita como histórica.
- O grupo se reunirá com parlamentares, diplomatas, acadêmicos e representantes da sociedade civil para aprofundar a compreensão pública do tema, com a participação de Dr. Hilary Brown, da delegação, destacando a relevância do evento para ampliar a conscientização sobre o legado colonial.
- A visita marca a primeira ação oficial da CRC no Reino Unido, segundo protocolo da organização, e visa ampliar a pressão por reconhecimento, desculpa formal e compensações por crimes da escravidão.
- Entre 15 e 19 séculos, mais de 12,5 milhões de africanos foram sequestrados e vendidos como escravos nas Américas; governos caribenhos têm exigido desculpa formal e reparações, com a CRC ressaltando a importância de buscar justiça reparatória.
- Pesquisas mostram que 85% dos britânicos não conhecem a extensão da escravidão britânica, enquanto 63% apoiam um pedido formal de desculpas; a CRC atualiza seu plano de 10 pontos com novas evidências, sem data para divulgação pública.
Uma delegação da Caricom Reparations Commission (CRC) realizará uma visita ao Reino Unido entre os dias 17 e 20 de novembro. O objetivo é aprofundar a discussão sobre a herança colonial britânica e buscar reparações pela escravidão transatlântica. O grupo se reunirá com parlamentares, diplomatas, acadêmicos e representantes da sociedade civil.
A visita, considerada “histórica”, é a primeira ação oficial da CRC no Reino Unido e foi organizada em colaboração com o Institute of Commonwealth Studies. Dr. Hilary Brown, membro da delegação, ressaltou a importância do evento para aumentar a conscientização sobre o legado colonial e corrigir equívocos sobre o movimento de reparações.
Contexto das Reparações
Entre os séculos 15 e 19, mais de 12,5 milhões de africanos foram sequestrados e vendidos como escravos nas Américas. Governos caribenhos têm pressionado por reconhecimento do impacto duradouro da escravidão e exigido um pedido de desculpas formal, além de compensações financeiras. O presidente da CRC, Prof. Sir Hilary Beckles, afirmou que a visita ajudará a amplificar a busca por justiça reparatória.
A questão das reparações ganhou destaque após a cúpula dos líderes da Commonwealth, onde o governo britânico rejeitou pedidos de compensação. O primeiro-ministro Keir Starmer afirmou que o foco deve ser no futuro, abordando desafios contemporâneos como as mudanças climáticas. Contudo, a pressão por um diálogo significativo sobre o passado colonial continua.
Mobilização e Conscientização
Uma pesquisa recente revelou que 85% dos britânicos desconhecem a magnitude do envolvimento do Reino Unido na escravidão. Além disso, 63% dos entrevistados apoiam um pedido de desculpas formal. A CRC revisou seu plano de 10 pontos para incluir novas evidências científicas e históricas, embora a versão atualizada ainda não tenha sido divulgada.
No último encontro da Caricom, líderes regionais apoiaram uma petição ao rei Charles, solicitando que ele busque aconselhamento jurídico sobre a legalidade do transporte forçado de africanos para a Jamaica. A mobilização em torno das reparações continua a ganhar força, com a CRC buscando parcerias estratégicas para avançar nessa importante agenda.
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