- A contagem oficial, com 99,9% dos votos apurados, aponta a vitória de José Antonio Kast no segundo turno contra Jeannette Jara.
- Na Câmara dos Deputados, a direita soma 76 de 155 lugares, com o Partido Republicano deixando claro ter 31 cadeiras; alianças com Matthei e Kaiser fortalecem o bloco.
- No Senado, a direita tem 25 cadeiras contra 23 da esquerda; o Partido Republicano ampliou sua participação para cinco cadeiras.
- O Congresso passará a ter nova composição a partir de 11 de março, quando tomará posse o próximo presidente.
- Na noite eleitoral, Kast recebeu o apoio de Evelyn Matthei e Johannes Kaiser; pesquisa aponta projeção de vitória do candidato de direita no segundo turno.
A coalizão de direita ligada a José Antonio Kast deve dominar o Congresso chileno após as eleições deste domingo, ainda sem controle total do Parlamento. A contagem oficial de 99,9% dos votos aponta para força relevante da direita no Legislativo que assumirá em 11 de março, junto com o próximo presidente.
Na Câmara dos Deputados, a direita deve eleger 76 dos 155 assentos, com o Partido Republicano ocupando 31 vagas, marca que o coloca como a principal força na Casa. Em 2021, o partido tinha 9 cadeiras. O presidente do órgão, contudo, ainda não está definido.
No Senado, a bancada de direita soma 25 assentos contra 23 da esquerda. O Partido Republicano passou de um assento em 2021 para 5 no levantamento parcial. De forma geral, as alianças da direita com Matthei e Kaiser fortalecem a posição de Kast, que disputará o segundo turno com Jeannette Jara.
Contorno do segundo turno
Kast chegou ao segundo turno, marcado para 14 de dezembro, após obter votação suficiente para avançar. Jara, a candidata da esquerda, ficou à frente do adversário na primeira etapa. A vitória no segundo turno é projetada por pesquisas, com foco na mobilização de eleitores de direita.
Na noite de domingo, Kast recebeu o apoio de Evelyn Matthei e Johannes Kaiser, outros candidatos do espectro da direita. A presença de alianças fortes é vista como fator decisivo para a formação de maioria legislativa que sustente o futuro governo. A frente de direita também destaca a ampliação de vagas em órgãos estratégicos do Congresso.
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