- Quatro indivíduos foram acusados de contrabando de GPUs Nvidia e supercomputadores para a China, incluindo os modelos H200 e H100, a partir de 2023.
- A investigação aponta o uso da empresa de fachada Janford Realtor, LLC para intermediar exportações ilegais de hardware avançado, contornando controles de exportação.
- Identificados como Mathew Ho, Brian Curtis Raymond, Tony Li e Harry Chen, enfrentam acusações de contrabando, conspiração e lavagem de dinheiro.
- Apenas um dos acusados foi preso até o momento; os outros permanecem foragidos.
- O caso acontece em meio a restrições dos EUA sobre exportação de chips para a China, num cenário de competição chinesa com IA, como o DeepSeek, enquanto a Nvidia reporta US$ 57 bilhões em receita no último trimestre.
Quatro indivíduos foram acusados de contrabando de GPUs da Nvidia e supercomputadores para a China, incluindo os modelos H200 e H100. As acusações surgem em meio a restrições dos EUA que proíbem a venda desses chips para o país asiático. Os envolvidos, identificados como Mathew Ho, Brian Curtis Raymond, Tony Li e Harry Chen, enfrentam acusações de contrabando, conspiração e lavagem de dinheiro.
As investigações revelaram que o grupo utilizava uma empresa de fachada, a Janford Realtor, LLC, que, apesar do nome, não realizava transações imobiliárias. Segundo documentos do tribunal, a empresa servia como intermediária para exportações ilegais de GPUs avançadas para a China. Apenas um dos acusados foi preso até o momento, enquanto os outros permanecem foragidos.
Nvidia tem enfrentado crescente competição de empresas chinesas, como a DeepSeek, que lançou recentemente seu modelo de IA R1. O CEO da Scale, Alexander Wang, acredita que a China pode ter acesso a mais chips H100 do que se imagina, o que levanta preocupações sobre a eficácia das restrições de exportação. Em um cenário onde a Nvidia reportou recorde de US$ 57 bilhões em receita trimestral, o contrabando desses chips pode explicar parte do sucesso da concorrência chinesa no setor.
As operações do grupo criminoso incluíam a compra de GPUs de fornecedores e o uso de contratos falsos para evitar controles de exportação. A ligação entre os acusados e a empresa de fachada destaca a complexidade das redes de contrabando e a necessidade de vigilância mais rigorosa sobre a exportação de tecnologia sensível.
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