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Putin diz que Ucrânia deve ceder território para qualquer acordo

Putin afirma que o esboço do plano de paz pode servir de base para negociações, mas exige cedimento territorial pela Ucrânia; ofensiva só cessará com retirada em áreas não especificadas

Vladimir Putin dismissed accusations that US special envoy Steve Witkoff had shown bias towards Moscow during peace discussions as ‘nonsense’. Photograph: Alexander Kazakov/AP
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  • Putin disse que o esboço de plano de paz discutido entre os EUA e a Ucrânia pode servir como base para negociações, desde que a Ucrânia ceda território para um acordo.
  • Ele afirmou que a Rússia só interromperá a ofensiva se as forças ucranianas se retirarem de áreas não especificadas; senão, pretende alcançar seus objetivos militarmente.
  • Putin manteve a acusação de que Zelensky é “ilegitimo” e disse que qualquer acordo exigiria reconhecimento internacional mais amplo.
  • O presidente russo confirmou que o enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, viajará à Rússia no início da próxima semana, e minimizou críticas de parcialidade durante as negociações.
  • Planos divulgados recentemente, com base em um conjunto de vinte e oito pontos, teriam concessões de território pela Ucrânia e restrições à ajuda militar ocidental, incluindo possível banimento de tropas ocidentais.

O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que o esboço de plano de paz discutido entre EUA e Ucrânia pode servir de base para negociações futuras, desde que a Ucrânia ceda território. Ele disse que alguns pontos são aceitáveis, mas outros exigem novas conversas. A versão discutida em Genebra foi apresentada a Moscou.

Putin repetiu que a Rússia só interromperá a ofensiva se as tropas ucranianas se retirarem de áreas não especificadas sob controle de Kyiv. Em declarações a repórteres durante viagem de trabalho ao Quirguistão, ele deixou claro que, caso não haja retirada, a vitória militar será alcançada pela via russa.

O presidente também reforçou alegaçao de que a liderança ucraniana é ilegítima, argumento usado para sustentar a necessidade de reconhecimento internacional amplo antes de qualquer acordo vinculante. Putin confirmou que o enviado dos EUA, Steve Witkoff, viajará à Rússia no começo da próxima semana.

Witkoff atua como enviado especial dos EUA e tem enfrentado críticas por posições percebidas como parciais em discussões com Moscou. A viagem foi anunciada mesmo com controvérsias surgidas após vazamentos envolvendo o plano de 28 pontos.

Analistas independentes, como Tatiana Stanovaya, alertaram que Putin pode manter a postura máxima e aguardar que Kyiv reconheça que não tem condições de vencer. O plano vazado envolve potencial retirada de território por parte da Ucrânia.

Entre as propostas do roteiro de 28 pontos, há a expectativa de que a Ucrânia cesse ou reduza a assistência militar ocidental e que futuras tropas ocidentais na região sejam proibidas. O conteúdo envolveria ainda limitações a novas forças internacionais na Ucrânia.

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