- Incêndio em Wang Fuk Court, complexo de oito torres em Tai Po, Hong Kong, começou na planta baixa de Wang Cheong House e se espalhou rapidamente; as fachadas estavam com andaimes de bambu e painéis de poliestireno inflamáveis.
- Alarme de incêndio não funcionou; bombeiros levaram cerca de trinta horas para ter o fogo sob controle; moradores tentam buscar sobreviventes.
- O conjunto abriga cerca de quatro mil e seiscentos moradores; até sexta-feira, dez horas, havia cento e vinte e oito mortos, setenta e nove feridos e cerca de duzentos desaparecidos; oitenta cadáveres ainda não foram identificados.
- Cinco pessoas foram detidas por negligência grave; investigação em curso; autoridades citam histórico de infrações da empresa de obras envolvida no projeto.
- Debate sobre o uso de andaimes de bambu em Hong Kong ganha força, com Governo falando em substituição gradual por estruturas metálicas.
O fogo atingiu o Wang Fuk Court, complexo residencial social em Tai Po, Hong Kong, nesta semana. O incêndio começou na tarde de quarta-feira e se espalhou rapidamente por sete dos oito edifícios, no marco de obras desde janeiro de 2024. O desabamento de janelas, provocado por temperaturas extremas, dificultou a contenção.
O bairro de Tai Po sofre com alta densidade populacional e proximidade entre torres. Ao todo, moravam cerca de 4.600 pessoas no conjunto, que tem 31 andares e quase 2 mil microapartamentos. Em questão de horas, as chamas avançaram entre blocos.
Até as 10h de sexta, o saldo oficial indicava 128 mortos, 79 feridos e alguns em estado crítico. Aproximadamente 200 pessoas estavam dadas como desaparecidas, com 80 corpos ainda não identificados. Bombeiros mantêm buscas em áreas residenciais.
Estado da construção e causas provisórias
O complexo estava em obras desde jan/2024, com andaimes de bambu e fachadas envoltas por telas verdes. Poliestireno nas janelas, aliado ao fogo, é apontado como fator de propagação rápida. As causas ainda são investigadas.
Investigações e apuração de responsabilidade
Cinco pessoas foram presas por negligência grave: dois diretores e um consultor da Prestige Construction & Engineering, além de dois diretores da Will Power Architects. A obra já tinha histórico de problemas de segurança. As investigações seguem em curso.
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