- Congresso dos Estados Unidos pretende intensificar o escrutínio sobre ataques do Exército americano a narcolanchas no Caribe, que já deixaram mais de 80 mortos.
- Relatos do Washington Post atribuem a Pete Hegseth a ordem verbal de matar todos os tripulantes de uma narcolancha em 2 de setembro, com possível renomeação do órgão para Departamento de Guerra.
- A casa legislativa pediu investigações aos Departamentos de Defesa e autoridades militares, destacando preocupações sobre violação de leis de guerra e direito internacional.
- O ataque de 2 de setembro é descrito como o primeiro de mais de vinte bombardeios contra narcolanchas na região, sem autorização do Congresso ou de tribunais.
- O presidente Donald Trump disse não saber do caso e afirmou que haverá investigação; Hegseth negou as acusações, mantendo que as operações são legais e aprovadas.
Os congressistas estadunidenses de ambos os partidos intensificaram o escrutínio sobre ataques militares a narcolanchas no Caribe. Até o momento, esses ataques teriam deixado mais de 80 mortos e gerado controvérsia sobre legalidade internacional e competência militar.
Relatos do Washington Post apontam Pete Hegseth como responsável por ordens que teriam levado a um segundo bombardeio contra civis sobreviventes na costa da Venezuela, em 2 de setembro. Imagens de drone mostraram dois sobreviventes entre onze tripulantes.
Essas informações chegam em meio a debates entre EUA e Venezuela e a pressões para apurar responsabilidades de comandos militares. Governos republicano e democrata defendem investigações profundas para esclarecer os fatos.
Desdobramentos e reações
Segundo o Post, houve orientação de retomar ataques para cumprir diretrizes atribuídas a Hegseth, que teria também promovido mudanças administrativas, alterando o nome do ministério para Departamento de Guerra. Diversos senadores ressaltaram a gravidade possível das ordens.
Entre os interessados na apuração estão os comitês de Forças Armadas do Senado e da Câmara. Um comunicado conjunto de Roger Wicker e Jack Reed mencionou supervisão rigorosa para determinar os fatos. Representantes republicanos também sinalizam interesse em acompanhamento.
O presidente Donald Trump foi questionado sobre o tema durante viagem; afirmou não ter conhecimento dos detalhes e indicou que a questão será investigada. Hegseth negou as acusações, afirmando que as ações são legais e justificadas sob o direito de conflitos armados.
As operações questionadas aconteceram desde 2 de setembro, em uma sequência de mais de 20 bombardeios contra narcolanchas no Caribe e no Pacífico Oriental. As ações são alvo de controvérsia por não terem sido autorizadas pelo Congresso ou por tribunais.
As tensões na região aumentam diante de acusações de que o governo venezuelano estaria envolvido em atividades de narcotráfico. A administração americana intensificou a presença militar na região, ampliando a MST de força com navios e aeronaves.
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