- O ministro turco Hakan Fidan disse que a prioridade da força internacional de estabilização (ISF) em Gaza deve ser separação entre tropas israelenses e Hamas, não desarmar o grupo de imediato.
- Indonésia e Azerbaijão ofereceram tropas; há expectativa de que a Turquia integre a força, posição que Israel tenta vetar.
- A composição da ISF, o Conselho de Paz e a comitiva técnica palestina, de quinze membros, seguem sem definição de regras de engajamento.
- O Egito sugeriu atuação ao longo da linha amarela, que divide israelenses de áreas controladas por Hamas, com a missão centrada em monitoramento.
- Líderes internacionais destacam a fragilidade do cessar-fogo e a necessidade de esclarecer o planejamento para evitar retorno à violência.
O ministro turco das Relações Exteriores, Hakan Fidan, afirmou em Doha que a prioridade da força de estabilização internacional (ISF) enviada a Gaza deve ser separar tropas israelenses de Hamas, e não desarmar o grupo palestino. Ele sinalizou participação turca e de outros países, mencionando comissões técnicas e uma polícia palestina, com critérios ainda em aberto. As discussões sobre a composição da ISF e do conselho de paz, além de uma comitiva técnica palestina, seguem sem acordo.
Oposições e alinhamentos aparecem entre as fontes regionais. O Egito, represented by Badr Abdelatty, defendeu deslocar a força ao longo da chamada linha amarela que separa as áreas sob controle israelense a leste das áreas sob influência de Hamas a oeste, destacando monitoramento para verificação do cessar-fogo. Segundo Abdelatty, a missão deve priorizar monitoramento e não imposição.
A discussão recebeu apoio de outros países europeus. O ministro norueguês das Relações Exteriores, Espen Barth Eide, apontou insegurança na formulação de tarefas da ISF, alertando sobre atraso na definição de estruturas e regras de engajamento. Ele enfatizou a necessidade de atuação rápida para evitar recuo ou escalada do conflito.
Desdobramentos e posições
Mais cedo, o ministro de Relações Exteriores da Arábia Saudita ressaltou a importância de evitar mudanças impulsivas de escopo, mantendo foco na criação de segurança para um Estado palestino. Em paralelo, o ministro de Estado do Qatar destacou que a reconstrução de Gaza não pode ficar a cargo isolado de um único país ou grupo, sob pena de reduzir incentivos para cessar bombardeios.
Khalil al-Hayya, negociador sênior do Hamas, afirmou que o grupo aceitaria o uso de forças da ONU como força de separação para monitorar fronteiras e cumprir o cessar-fogo, rejeitando a ideia de desarmar o Hamas à força. Fidan reiterou a necessidade de avaliar primeiro a administração de Gaza por uma comissão técnica palestina e, em seguida, estabelecer uma polícia formada por palestinos para garantir a segurança.
Segundo Fidan, a implementação dependerá de avanços em outras frentes, como o avanço de estruturas administrativas. Ele citou que o enviado especial de Washington para o Oriente Médio tem tido dificuldades de atuação devido a outros assuntos internacionais. O objetivo comum, segundo o chanceler turco, é chegar a um acordo que mantenha a estabilidade regional e reduza as ações de violência.
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