- O ex-chanceler Celso Amorim, assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, disse ao Guardian que o Brasil não irá pressionar Maduro a renunciar.
- A fala ocorre em meio a pressões internacionais após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, falar em eventual ação militar por terra na Venezuela.
- Amorim qualificou o anúncio de fechamento do espaço aéreo venezuelano por Trump como “ato de guerra” e disse que não quer que a América do Sul se torne uma zona de conflito.
- Ele afirmou que o Brasil não imporá pressão para que Maduro renuncie e não descartou a possibilidade de asilo político, embora não queira especular.
- O assessor citou casos históricos de exílio na região para ilustrar contextos latino-americanos e mencionou que o asilo é uma prática comum para pessoas de diferentes lados.
O ex-chanceler Celso Amorim, hoje assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, disse ao The Guardian que o Brasil não pressionará Maduro a renunciar. A fala ocorre em meio à intensificação da pressão internacional sobre a Venezuela após declarações de Trump sobre possível ação militar.
Amorim classificou o fechamento do espaço aéreo venezuelano como uma situação de conflito potencial, chamando a medida de ato de guerra. Ele afirmou que o Brasil não pretende impor condições nem exigir a saída de Maduro.
Segundo o assessor, não há intenção de estimular asilo político como tema público, ainda que não descarte a possibilidade. Ele destacou que o asilo é uma prática histórica na região, sem detalhar cenários específicos.
Amorim lembrou episódios de exílio na América Latina, citando casos passados para ilustrar a complexidade regional. Em sua leitura, uma intervenção internacional poderia trazer envolvimento global indesejado para o continente.
O ex-chanceler ressaltou que eleições contestadas não devem justificar ações militares. Ele argumentou que a estabilidade regional depende de soluções pacíficas e do respeito aos processos democráticos.
O Guardian reportou que, em 2023, Trump sinalizou a possibilidade de ações externas na Venezuela, em resposta a alegações de tráfico de drogas. O documento também aponta tensões contínuas entre os Estados Unidos e Nicolás Maduro.
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