- A secretária de Relações Exteriores do Reino Unido, Yvette Cooper, vai exortar ações internacionais contra a “guerra de informação” impulsionada por IA.
- Autoridades dizem que países inundam as redes com vídeos manipulados por IA para enfraquecer o apoio ocidental à Ucrânia.
- O governo britânico afirma que a Rússia usa documentos falsos e deepfakes para avançar seus objetivos geopolíticos, com a rede de desinformação Doppelgänger já identificada.
- Cooper destaca que há escalada de ameaças híbridas e que é preciso proteger infraestruturas críticas e democracias contra interferência externa.
- A fala acontece no centenário dos Tratados de Locarno, em meio a um momento tenso da guerra na Ucrânia e a negociações de paz entre EUA, Rússia e Ucrânia.
A secretária de Relações Exteriores do Reino Unido, Yvette Cooper, vai pedir ação internacional contra a chamada guerra da informação impulsionada por IA. Em discurso que marca o centenário dos Tratados de Locarno, ela alerta para vídeos manipulados e notícias falsas como ameaça moderna. A fala ocorre em um momento tenso da guerra na Ucrânia.
Segundo a autoridade britânica, países rivais inundam as redes com conteúdos gerados por IA para minar o apoio ocidental à Ucrânia. Relatos apontam uso de vídeos forjados e desinformação para influenciar a opinião pública e atrapalhar alianças estratégicas.
Cooper também destaca uma rede de desinformação associada à Rússia, conhecida como Doppelgänger, que já teria disseminado boatos sobre assuntos como a saúde de membros da família real e financiamento ocidental de Israel. O objetivo, segundo o Reino Unido, é fragilizar infraestruturas críticas e interferir em democracias.
Contexto de desinformação
A autoridade britânica cita episódios globais de campanhas falsas, incluindo sites criados para as eleições moldovas em setembro, que apresentavam políticas fabricadas como se fossem do partido PAS. Tática revelada como parte de uma estratégia para favorecer padrões de disrupção internacional.
Cooper enfatiza que a tecnologia atual reduz barreiras para atores malignos, permitindo interferir em eleições e ampliar a divisão social. A visão é de que a desinformação não é debate legítimo, mas ferramenta de estados para avançar interesses.
A mobilização britânica busca atrair apoio de outras nações para enfrentar a escalada de ameaças híbridas, que vão da violência física ao ciberataque. O discurso coincide com dias de intensa negociação entre Estados Unidos, Ucrânia e aliados europeus sobre propostas de paz.
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