- O Congresso dos EUA divulgou o texto final da lei de defesa, no valor de cerca de US$ 900 bilhões, após negociações bipartidárias entre Câmara e Senado; a votação deve ocorrer em até duas semanas e a assinatura pelo presidente está prevista nesse mesmo intervalo.
- O texto restringe reduções de tropas na Europa para no mínimo 76.000 e na Coreia para no máximo 28.500, exigindo certificações ao Congresso sobre as mudanças.
- Os Acordos de Uso de Força (AUMFs) de 1991 e 2002 são revogados pela nova legislação, que mantém os títulos tradicionais de Secretário de Defesa e de Departamento de Defesa.
- O projeto, com 3.086 páginas, eleva o teto de gastos em mais de US$ 8 bilhões acima do solicitado pela Casa Branca para 2026.
- Além disso, o texto reflete preocupações bipartidárias sobre supervisão do Congresso e consulta de aliados europeus e asiáticos a respeito da reestruturação da postura militar.
O Congresso dos Estados Unidos divulgou, de forma bipartidária, o texto final do projeto de lei anual de defesa, no valor de cerca de US$ 900 bilhões. O acordo foi apresentado no final de domingo, após meses de negociação entre Câmara e Senado. A assinatura presidencial deve ocorrer em até duas semanas.
O texto restringe mudanças na postura militar global sem aprovação, exigindo certificações ao Congresso. Limita reduções de tropas na Europa a no mínimo 76 mil e em a Coreia a no máximo 28,5 mil. Também mantém o título de Secretário de Defesa, em vez de alterar para War ou Department of War.
A peça eleva o teto de gastos para 2026 em mais de US$ 8 bilhões acima do solicitado pela Casa Branca. A votação e a assinatura são esperadas em breve, sem previsão de veto. A Câmara e o Senado destacam a necessidade de supervisão sobre mudanças na presença militar.
Limites a tropas e AUMFs
O projeto exige aprovação formal antes de qualquer retirada de tropas da Europa ou da Coreia. A legislação também encerra as autorizações de uso de força de 1991 e 2002 contra o Iraque, tema defendido por setores democratas e republicanos há anos.
Orçamento e cargos
O texto preserva a nomenclatura tradicional de Secretário de Defesa e do Departamento de Defesa. Mantém o foco na defesa nacional, com orçamento superior ao pedido pela administração, refletindo prioridades de segurança coletiva e alianças internacionais.
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