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Forças armadas da RDC forçam 200 mil a fugir após acordo de paz com Washington

Movimento de 23 de Março, apoiado por Ruanda, avança sobre Uvira, provocando duzentos mil deslocados; setenta e quatro mortos e oitenta e três feridos

People displaced by the recent fighting in eastern DRC. Photograph: AFP/Getty Images
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  • Conflito entre o grupo rebelde M23 e o Exército da República Democrática do Congo (RDC) continua no leste, com combates em torno de Uvira, Sange e Kiliba.
  • Cerca de 200 mil pessoas fugiram de suas casas por violência que se intensificou após o avanço do M23 em direção a Uvira.
  • Ao menos 74 pessoas foram mortas e 83 ficaram feridas, na maioria civis, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU).
  • O M23 capturou Luvungi, cidade que vinha na linha de frente desde fevereiro; o líder do grupo reiterou apoio a negociações em Doha.
  • Os Estados Unidos (EUA) e a ONU afirmam haver evidências de apoio do Ruanda ao M23, que o governo ruandês nega.

O conflito entre o grupo M23, apoiado pelo Ruanda, e o Exército da RDC se intensificou no leste do país. Em Luvungi, a cidade fronteiriça, o M23 abriu caminho para avançar sobre Uvira, próximo à fronteira com Burundi, enquanto combate com tropas congolesas e grupos locais, como os Wazalendo.

Mais de 200 mil pessoas fugiram de casa nas últimas dias, segundo autoridades locais. 74 pessoas morreram e 83 ficaram feridas, em confrontos que atingiram também áreas próximas a Sange e Kiliba, no território de South Kivu.

Desdobramentos recentes apontam para uma escalada dos confrontos, com o M23 consolidando posições ao norte de Uvira e enfrentando retaliações das forças governamentais. Boatos de aproximação dos rebeldes provocaram caos temporário na cidade.

Contexto atual

O líder do M23, Bertrand Bisimwa, reiterou que as negociações são a única via para a crise, citando o acordo de Doha como base para o diálogo. O grupo mantém apoio às negociações enquanto avança no terreno.

Autoridades locais relatam que o governo provincial buscou manter a calma após o susto com a presença de combatentes perto de Uvira. O governo central não se pronunciou oficialmente sobre as operações em curso.

A comunidade internacional continua monitorando a situação. O Departamento de Estado dos EUA expressou preocupação com a violência e pediu que Ruanda interrompa o apoio aos insurgentes para evitar novas escaladas. Ashames oficiais.

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