- Xiomara Castro acusa golpe eleitoral em Honduras, dizendo haver interferência do presidente dos EUA, Donald Trump, na eleição presidencial.
- A contagem, iniciada em 30 de novembro, teve interrupções no TREP; com 99,4 por cento dos boletins apurados, Nasry “Tito” Asfura lidera com 40,52% e Salvador Nasralla tem 39,48% — diferença de cerca de 42 mil votos.
- Nasralla pediu recontagem “cédula por cédula” e afirmou haver fraude monumental.
- Donald Trump apoiou Asfura e autorizou perdão a Juan Orlando Hernández, ex-presidente condenado; Hernández recebeu indulto e é alvo de mandado de prisão internacional emitido pela Justiça hondurenha.
- Castro afirmou que houve ameaças, coerção e manipulação do TREP e disse que denunciará o que chamou de golpe eleitoral a organismos internacionais; o Conselho Nacional Eleitoral tem até 30 de dezembro para divulgar o resultado oficial.
A presidente de Honduras, Xiomara Castro, afirma que ocorre um golpe eleitoral no país, com suposta interferência externa. Segundo ela, a eleição de 30 de novembro foi marcada por pressões e manipulações. O foco tem sido o atraso na contagem e falhas técnicas no TREP.
Até o momento, Nasry Asfura aparece à frente com 40,52% e Salvador Nasralla soma 39,48% no resultado preliminar, com 99,4% dos boletins apurados. A vantagem de Asfura é de cerca de 42 mil votos. Três rivais disputam o pleito, entre eles Rixi Moncada.
O envolvimento internacional ganha destaque. O ex-presidente Donald Trump apoiou Asfura e chegou a justificar apoio financeiro e político, além de ter liberado Juan Orlando Hernández. Castro acusa interferência de Washington para favorecer um candidato.
Contagem e irregularidades
Aos poucos, surgem informações sobre falhas na contagem. Aproximadamente 14,5% das cédulas apresentaram inconsistências a serem revisadas, o que acende dúvidas sobre o andamento do pleito. O TREP enfrenta interrupções que dificultam a transparência.
Honduras também viveu ações legais. O Ministério Público ordenou a extradição de Hernández, ex-presidente e aliado de Asfura, que cumpre pena nos EUA. A prisão internacional foi emitida após a libertação dele, recente, de uma pena de 45 anos.
As autoridades eleitorais afirmaram que não houve manipulação proposital dos resultados. Ainda assim, Castro denunciou um golpe eleitoral em curso e pretende levar o caso a organismos internacionais, incluindo ONU e OEA, para contestar a credibilidade do processo.
Próximos passos
O Tribunal Eleitoral tem até 30 de dezembro para divulgar o resultado oficial. Enquanto isso, Moncada ocupa a terceira posição com 19,29% e já pediu recontagem de boletim por boletim. O desfecho depende da conclusão sobre as contagens pendentes e das revisões em curso.
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