- Caças F-18 dos Estados Unidos sobrevoaram o espaço aéreo venezuelano por cerca de quarenta minutos, a aproximadamente cento e sessenta quilômetros ao nordeste de Maracaibo, com trajetos em espiral.
- A incursão ocorre enquanto o porta-aviões Gerald Ford pode estar próximo, ligando-se ao reforço naval dos EUA na região desde agosto, que envolve cerca de quinze mil soldados.
- A operação insere-se na estratégia anti-narcotráfico denominada “Lanza del Sur”, que, segundo autoridades, mira cartéis de drogas e já atacou dezenas de alvos no Caribe.
- Organizações de direitos civis acionaram a Justiça dos Estados Unidos para tornar pública a opinião legal da Oficina de Assessoría Jurídica (OLC) sobre os ataques, enquanto há controvérsia sobre sua legalidade.
- O presidente Donald Trump alterou publicamente a posição sobre a divulgação das imagens do ataque, delegando a decisão ao secretário de Defesa e mencionando a possibilidade de ampliar ações para outros países da região.
Dois caças F-18 dos EUA sobrevoaram o espaço aéreo venezuelano por cerca de 40 minutos, nesta terça. As aeronaves fizeram trajetos em espiral sobre águas do golfo de Venezuela, a ~160 km ao nordeste de Maracaibo, segundo dados de rastreamento.
A operação ocorre em meio a tensões altas entre Washington e Caracas. Os EUA mantêm reforço naval no Caribe desde agosto, com apoio de cerca de 15 mil militares na zona. A presença se vincula à operação anti-narcotráfico Lanza del Sur, alvo de críticas internacionais.
A incursão seguiu-se a ataques a supostas narcolanchas, que já teriam deixado dezenas de mortos, segundo autoridades venezuelanas. O porta-aviões Gerald Ford estaria perto da área, abastecendo o esforço militar dos EUA.
Demandas legais e divulgação de imagens
Organizações defensoras de direitos civis pressionam Nova York para tornar pública a justificativa legal dos ataques. Ações em curso visam obter a opinião de Office of Legal Counsel (OLC) do Departamento de Justiça sobre a legalidade dos bombardeios.
A controvérsia envolve publicação de imagens de ataques. O governo Trump tem variado posições sobre torná-las públicas, com deputados pedindo transparência e o presidente sugerindo que o conteúdo seja avaliado pelo Pentágono.
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