- O procurador-geral de Honduras, Johel Zelaya, pediu à Atic (Agência Técnica de Investigação Criminal), às agências de segurança do Estado e à Interpol que executem o mandado de prisão internacional contra o ex-presidente Juan Orlando Hernández.
- Hernández foi condenado por ajudar a transportar toneladas de cocaína para os Estados Unidos e foi detido em Honduras em fevereiro de dois mil e vinte e dois e entregue aos EUA em abril do mesmo ano.
- O ex-presidente recebeu indulto de Donald Trump na véspera das eleições nacionais de vinte e três e foi libertado no dia primeiro de dezembro.
- A contagem de votos para as eleições hondurenhas seguia com 99 por cento apurados, com Asfura na frente e Nasralla em busca de reviravolta; a vitória depende da revisão de atas com inconsistências.
- O caso pode abrir caminho para uma nova extradição e influenciar o cenário político em torno da possível continuidade de Hernández no espectro político.
O procurador-geral de Honduras, Johel Zelaya, pediu à Atic, às agências de segurança e à Interpol que executem o mandado de prisão internacional contra o ex-presidente Juan Orlando Hernández, após seu indulto concedido pelos EUA. A medida pode abrir caminho para nova extradição.
Zelaya informou à população que deu instruções à Atic e reforçou o pedido aos parceiros internacionais para cumprir a ordem. Hernández foi condenado nos EUA por tráfico de drogas e uso de recursos para esse fim, e deixou o cargo hondurenho em 2022.
Contexto eleitoral e desdobramentos
A decisão ocorre em meio à disputa eleitoral em Honduras entre as candidaturas de Asfura e Nasralla, com a apuração de votos ainda em andamento. A vitória de Asfura, que recebe apoio de setores conservadores, pode influenciar o cenário político.
Trump autorizou o indulto semanas antes das eleições de 2023, gerando controvérsia interna e externa. Hernández foi libertado em 1º de dezembro, após o indulto de 28 de novembro. Ele cumpria 45 anos de prisão em Nova York por tráfico e comércio ilegal de armas.
Contexto do processo e implicações
Hernández foi detido em Tegucigalpa em fevereiro de 2022, após pedido de extradição dos EUA. A extradição foi autorizada e ele foi enviado ao país norte-americano naquele ano. O caso envolve também outras acusações ligadas a desvio de verbas públicas para campanhas de 2013.
A iniciativa atual do PGR pode reabrir discussões sobre o destino legal de Hernández e possíveis implicações para a política hondurenha. A avaliação de autoridades locais e internacionais permanece em curso.
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