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Uma em cinco mulheres da Inglaterra diz que preocupações no parto foram ignoradas

Nova sondagem da Care Quality Commission revela falhas graves na maternidade inglesa: 15% não receberam aconselhamento útil, 18% não foram levadas a sério e 10% ficaram sozinhas

The Care Quality Commission surveyed almost 17,000 women who gave birth across England in NHS settings this year. Photograph: David Gee/Alamy
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  • Sondagem da Care Quality Commission (CQC) com quase dezessete mil mulheres que deram à luz na Inglaterra mostrou falhas graves na assistência, incluindo quinze por cento sem aconselhamento útil e dezoito por cento com as preocupações não levadas a sério.
  • Um em cada dez afirmou ter ficado sozinha em momentos de preocupação durante o atendimento, sendo sete por cento durante as fases finais do parto.
  • Apenas cinquenta e sete por cento disseram que sempre podiam conseguir ajuda de um profissional após o parto; cerca de um em cada dez não recebeu qualquer suporte.
  • Por outro lado, houve avanços: oitenta e nove por cento disseram ter sido compreendidos ao falar com a equipe, e oitenta e nove por cento recebeu apoio de saúde mental durante a gravidez (contra oitenta e três por cento em dois mil e vinte e um).
  • Autoridades e organizações destacam a necessidade de ações urgentes para melhorar a maternidade na Inglaterra, diante de falhas percebidas mesmo com sinais de melhoria em alguns aspectos.

A Care Quality Commission (CQC) divulgou os resultados de uma sondagem nacional sobre experiências de parto na Inglaterra. O levantamento envolve quase 17 mil mulheres que deram à luz em unidades do NHS neste ano. O objetivo é mapear falhas, avanços e necessidades de melhoria no atendimento.

Os dados apontam falhas graves na comunicação e no atendimento. 15% afirmaram não ter recebido aconselhamento útil ao contatar uma parteira no início do trabalho de parto, e 18% disseram que suas preocupações não foram levadas a sério. Além disso, 10% ficaram sozinhas em momentos críticos.

Uma parte relevante do estudo aponta que 7% ficaram sem apoio durante as fases finais do parto. A comissão ressalta que, apesar de avanços em comunicação e apoio mental, há falhas contínuas no empoderamento das pacientes durante a assistência obstétrica.

###Resultados da sondagem

A pesquisada revelou também que 57% disseram ter conseguido ajuda de membros da equipe após o parto, sempre ou quase sempre. Por outro lado, 10% não tiveram acesso a qualquer apoio. Mesmo assim, houve melhora em alguns indicadores de comunicação.

Valerie Amos, que lidera uma investigação nacional sobre parto, descreveu o atendimento como inaceitável, citando falhas de empatia, comunicação deficiente e possível discriminação. A comissão enfatiza a necessidade de ações urgentes.

Clea Harmer, diretora executiva da Sands, disse que o relatório é alarmante e requer medidas rápidas para implementar recomendações. Especialistas reforçam que ouvir as mães pode salvar vidas e que não houve melhoria em relação ao ano anterior.

Ainda segundo o levantamento, 89% relatam ter sido tratados de forma compreensível e 89% receberam apoio mental durante a gravidez, números que marcaram leve avanços. A NHS afirma estar fortalecendo equipes dedicadas e monitoramento diário de cada serviço de maternidade.

O NHS e organizações ligadas destacam que as dificuldades refletem sobrecarga de profissionais, com carência de mão de obra. Autoridades afirmam que novos protocolos vão facilitar intervenções rápidas sempre que surgirem problemas.

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