- Sondagem da Care Quality Commission (CQC) com quase dezessete mil mulheres que deram à luz na Inglaterra mostrou falhas graves na assistência, incluindo quinze por cento sem aconselhamento útil e dezoito por cento com as preocupações não levadas a sério.
- Um em cada dez afirmou ter ficado sozinha em momentos de preocupação durante o atendimento, sendo sete por cento durante as fases finais do parto.
- Apenas cinquenta e sete por cento disseram que sempre podiam conseguir ajuda de um profissional após o parto; cerca de um em cada dez não recebeu qualquer suporte.
- Por outro lado, houve avanços: oitenta e nove por cento disseram ter sido compreendidos ao falar com a equipe, e oitenta e nove por cento recebeu apoio de saúde mental durante a gravidez (contra oitenta e três por cento em dois mil e vinte e um).
- Autoridades e organizações destacam a necessidade de ações urgentes para melhorar a maternidade na Inglaterra, diante de falhas percebidas mesmo com sinais de melhoria em alguns aspectos.
A Care Quality Commission (CQC) divulgou os resultados de uma sondagem nacional sobre experiências de parto na Inglaterra. O levantamento envolve quase 17 mil mulheres que deram à luz em unidades do NHS neste ano. O objetivo é mapear falhas, avanços e necessidades de melhoria no atendimento.
Os dados apontam falhas graves na comunicação e no atendimento. 15% afirmaram não ter recebido aconselhamento útil ao contatar uma parteira no início do trabalho de parto, e 18% disseram que suas preocupações não foram levadas a sério. Além disso, 10% ficaram sozinhas em momentos críticos.
Uma parte relevante do estudo aponta que 7% ficaram sem apoio durante as fases finais do parto. A comissão ressalta que, apesar de avanços em comunicação e apoio mental, há falhas contínuas no empoderamento das pacientes durante a assistência obstétrica.
###Resultados da sondagem
A pesquisada revelou também que 57% disseram ter conseguido ajuda de membros da equipe após o parto, sempre ou quase sempre. Por outro lado, 10% não tiveram acesso a qualquer apoio. Mesmo assim, houve melhora em alguns indicadores de comunicação.
Valerie Amos, que lidera uma investigação nacional sobre parto, descreveu o atendimento como inaceitável, citando falhas de empatia, comunicação deficiente e possível discriminação. A comissão enfatiza a necessidade de ações urgentes.
Clea Harmer, diretora executiva da Sands, disse que o relatório é alarmante e requer medidas rápidas para implementar recomendações. Especialistas reforçam que ouvir as mães pode salvar vidas e que não houve melhoria em relação ao ano anterior.
Ainda segundo o levantamento, 89% relatam ter sido tratados de forma compreensível e 89% receberam apoio mental durante a gravidez, números que marcaram leve avanços. A NHS afirma estar fortalecendo equipes dedicadas e monitoramento diário de cada serviço de maternidade.
O NHS e organizações ligadas destacam que as dificuldades refletem sobrecarga de profissionais, com carência de mão de obra. Autoridades afirmam que novos protocolos vão facilitar intervenções rápidas sempre que surgirem problemas.
Entre na conversa da comunidade