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Zelenski admite eleições durante a guerra se EUA e UE garantirem segurança

Zelenski propõe reforma legal para realizar eleições em sessenta a noventa dias, se Estados Unidos e aliados garantirem a segurança; aguarda propostas legislativas

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  • O presidente da Ucrânia, Volodímir Zelenski, disse que pode impulsionar uma reforma legal para realizar eleições em 60 a 90 dias, desde que os EUA e aliados garantam a segurança do processo.
  • Zelenski pediu aos deputados que apresentem propostas legislativas para alterar a lei eleitoral e afirmou estar disposto a convocar as eleições, se houver garantias de segurança.
  • A declaração foi feita após reunião com a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, em um contexto de cobranças de aliados e críticas de outras figuras sobre a democracia no país.
  • Zelenski assumiu a presidência em 2019 e seu mandato de cinco anos terminou em 20 de maio de 2024, quando foi automaticamente estendido enquanto vigorar a lei marcial.
  • O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a administração de Zelenski está usando a guerra para adiar eleições, em entrevista divulgada recentemente.

Volodímir Zelenski sinalizou nesta terça-feira que pretende promover uma reforma legal para realizar eleições em 60 a 90 dias, desde que Estados Unidos e aliados europeus garantam a segurança do processo. A declaração foi feita após reunião com a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, na Itália.

O presidente ucraniano pediu aos deputados que apresentem propostas legislativas para permitir alterações na lei eleitoral. Zelenski afirmou estar aberto a convocar eleições caso haja garantias de segurança, e mencionou que aguarda sugestões de parceiros e de parlamentares.

Contexto e circunstâncias

Zelenski assumiu o cargo em 2019 e seu mandato, de cinco anos, terminou em 20 de maio de 2024, com extensão automática devido à guerra e à vigência da lei marcial. Até então, havia consenso de que eleições seriam inviáveis durante o conflito.

Repercussões internacionais

A proposta surge em meio a críticas do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, que afirmou que a gestão de Zelenski estaria usando a guerra para adiar eleições. Trump disse, em entrevista, que ainda não se sabe quem venceria, mas que a democracia estaria em risco por não haver eleições há tempo.

Próximos passos

Zelenski pretende aguardar propostas legais dos parceiros e dos deputados para, se viável, convocar eleições em curto prazo. A decisão depende de garantias de segurança fornecidas por aliados ocidentais e de aprovação parlamentar.

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