- A Casa Branca aumenta a pressão para que a Ucrânia aceite concessões territoriais no acordo de paz proposto pelos EUA, incluindo ceder o Donbas.
- Zelensky reafirma a soberania ucraniana, dizendo não ter direito legal ou moral de ceder terras, e Kiev prepara uma proposta revisada aos EUA, possivelmente com mudanças.
- O Donbas continua sob disputa, com a Ucrânia mantendo aproximadamente 14,5% do território ainda controlado.
- Zelensky intensifica a diplomacia, reunindo-se com o Papa, a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni, e participando de encontros em Londres com o premiê britânico Keir Starmer, o presidente francês Emmanuel Macron e o chanceler alemão Friedrich Merz, antes de seguir para Bruxelas.
- Trump e Putin fizeram declarações que influenciam o cenário de negociação: o americano critica Zelensky e sugere vantagem de Moscou; o russo reafirma o Donbas como território histórico.
O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky enfrenta pressão crescente da Casa Branca para aceitar concessões territoriais no acordo de paz proposto pelos EUA, que pode incluir abrir mão do Donbas. Kyiv ainda controla cerca de 14,5% do território, segundo dados militares não especificados.
Zelensky reafirmou a soberania de Ucrânia, dizendo que não há base legal ou moral para ceder terras. Em tom firme, afirmou que a Ucrânia não pretende entregar nada e que está lutando por esse objetivo. O cenário inclui divergências com Washington.
A Ucrânia prepara uma redação revisada de proposta aos EUA, com possíveis mudanças em relação ao texto norte-americano. O objetivo é manter condições que assegurem a integridade territorial do país.
Diplomacia em andamento: Zelensky participou de encontros com o Papa, o premiê italiano Giorgia Meloni e lideranças europeias. Na semana, visitou Londres para reunião com Keir Starmer, Macron e Merz.
Antes de chegar a Roma, Zelensky esteve em Bruxelas para encontros com o presidente da Comissão Europeia Ursula von der Leyen e com o secretário-gerente da NATO, além de manter contato com líderes europeus. O bloco defende papel ativo.
A atuação europeia é apresentada como crucial para obter um acordo justo para a Ucrânia, segundo justificativas de líderes como Macron. Por outro lado, Trump e Putin elevam o ritmo de declarações que influenciam as negociações.
Trump criticou Zelensky e sugeriu que Moscou pode prevalecer na guerra, em contraste com a posição de aliados europeus. O ex-presidente também declarou que Moscou estaria satisfeito com a proposta atual dos EUA.
Putin chamou o Donbas de território histórico da Rússia, reforçando posições de longo prazo. A fala do presidente russo reforça o peso do aspecto territorial nas negociações em curso.
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