- Lula conversou de forma sigilosa com Nicolás Maduro na semana passada, e eles trataram do aumento da tensão regional por ações militares dos Estados Unidos e da retomada do diálogo com o regime chavista.
- Na mesma semana, o presidente Lula também teve contato com o presidente dos EUA, Donald Trump; o Planalto divulgou nota sobre o contato com Trump, mas não confirmou ligação com Maduro.
- A reportagem aponta que foi a primeira conversa amistosa entre Lula e Maduro em muito tempo, já que o Brasil não dialogava com o venezuelano desde a eleição acusada de fraude.
- Segundo a matéria, Lula demonstrou preocupação com o avanço militar dos EUA e se colocou à disposição para ajudar a desescalar a situação.
- Maduro pediu fim do intervencionismo e pediu apoio de Brasil, México e Colômbia diante da pressão militar dos EUA, que mantêm mobilização aeronaval no mar do Caribe, perto da costa venezuelana.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manteve, na semana passada, uma ligação sigilosa com Nicolás Maduro, líder da Venezuela. Na mesma semana, Lula também falou com o presidente dos EUA, Donald Trump. O Palácio do Planalto divulgou nota sobre o contato com Trump, mas não revelou detalhes sobre a conversa com Maduro.
Segundo apuração, a conversa com Maduro visava retomar o diálogo com o regime chavista. A reportagem de Janaína Figueiredo, publicada no O Globo, cita a iniciativa como primeiro contato amigável entre os dois em muito tempo. O objetivo seria abrir canais de negociação.
Lula teria sinalizado preocupação com o avanço militar dos Estados Unidos e mostrou disposição para ajudar a desescalar a situação regional, mantendo contato direto com Washington e Caracas. A imprensa norte-americana também destacou a interceptação de um petroleiro venezuelano pela administração Trump.
Contexto regional
Maduro, por sua vez, acusa os EUA de intervencionismo e pediu fim das ações consideradas ilegais. O regime chavista cobrou apoio de Brasil, México e Colômbia diante da mobilização aeronaval dos EUA no Caribe, próxima à costa venezuelana.
A tensão veio à tona junto a outras informações: Trump informou, na semana em questão, ter interceptado o petroleiro venezuelano. Em Caracas, Maduro reforçou a cobrança por que o país tenha respaldo internacional frente às pressões externas.
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