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Paquistão cria comissão nacional para minorias religiosas

Paquistão aprova a Comissão Nacional para Direitos das Minorias com poderes limitados, sem investigações independentes, suscitando críticas de direitos humanos.

O Projeto de Lei da Comissão Nacional para os Direitos das Minorias de 2025 foi ratificado em 2 de dezembro, durante sessão conjunta da Assembleia Nacional e do Senado - Foto: Wikimedia Commons/Voz da América
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  • O Parlamento do Paquistão aprovou, em 2 de dezembro, a Lei da Comissão Nacional para os Direitos das Minorias, criando um colegiado de dezoito membros com poderes limitados.
  • A comissão terá indicação do governo e função de monitorar políticas públicas e asesorar autoridades, sem possibilidade de investigação independente ou de convocar autoridades.
  • O texto aprovado eliminou dispositivos que poderiam permitir investigações independentes ou inspeções em centros de detenção, gerando críticas de direitos humanos e oposição.
  • A votação terminou com 160 votos a favor e 79 contra, com protestos dos partidos de oposição PTI e JUI-F; o primeiro-ministro ficará responsável pelas nomeações, com mandatos de três anos.
  • Organizações de direitos humanos reagiram com cautela: há avaliação de composição representativa, mas preocupação com a perda de autonomia investigativa e com a representação de minorias, que somam cerca de 4% da população do país.

O Parlamento do Paquistão aprovou, em 2 de dezembro, a Lei da Comissão Nacional para os Direitos das Minorias, criando um órgão de 18 membros com poderes limitados e indicação do governo. A medida não prevê investigação independente nem atuação exploratória de denúncias.

O texto realizou a ratificação após anos de debate, desde uma decisão da Suprema Corte em 2014. A comissão deverá monitorar políticas públicas e assessorar autoridades, sem ampla capacidade autônoma de atuação.

A composição inclui representantes de cristãos, hindus, sikhs, bahá’ís e parsis, além de especialistas muçulmanos. O governo indicará nomes, com mandatos de três anos, em cada província e em Islamabad.

Desdobramentos e críticas

A aprovação contou com 160 votos a favor e 79 contra, em sessão conjunta da Assembleia Nacional e do Senado, com oposição de PTI e JUI-F. O ministro Azam Nazeer Tarar ressaltou ajustes ao projeto.

Críticas vieram de grupos de direitos humanos que alertam sobre a perda de autonomia investigativa. Especialistas destacam que o órgão pode manter relevância apenas com apoio regional, diversidade e atuação firme diante de pressões.

Organizações de defesa mencionam cautela: a Comissão deve evitar hierarquias entre comunidades e seguir garantias constitucionais de liberdade religiosa e não discriminação. Minorias religiosas representam cerca de 4% da população paquistanesa.

Ativistas ressaltam que pobreza histórica e barreiras educacionais mantêm vulneráveis esses grupos. A expectativa é de que a comissão seja mais que simbólica, mesmo com poderes limitados.

Fonte: Christian Daily International

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