- O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, alertou em Berlim que a Rússia é considerado o “próximo objetivo” da aliança e pediu reforçar a defesa das fronteiras diante da ameaça.
- Rutte disse que o confronto poderia ter a mesma magnitude das grandes guerras do século XX e pediu que os aliados se conscientizem de um cenário em que o conflito atinge lares e locais de trabalho.
- Ele pediu aumento do gasto com defesa para cinco por cento do PIB e criticou governos da OTAN que não enxergam a urgência da situação.
- Rutte reafirmou o compromisso dos Estados Unidos com a segurança europeia e a necessidade de cooperação estreita entre EUA, Europa e Canadá para a proteção da aliança.
- O chanceler alemão Friedrich Merz destacou a meta da Alemanha de gastar 3,5 por cento do PIB em defesa até 2029 e ressaltou a importância de investimentos conjuntos em segurança, migração e política econômica.
O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, alertou nesta quinta-feira que a Aliança é o próximo alvo da Rússia. Em Berlim, ao lado do chanceler alemão, Friedrich Merz, ele pediu reforços nas fronteiras e maior prontidão militar, diante da possibilidade de Moscou iniciar um conflito.
Rutte afirmou que o risco é de uma escalada com consequências semelhantes às grandes guerras do século XX. Segundo ele, a guerra poderia atingir o cotidiano dos cidadãos europeus, com destruição, recrutamento em massa e deslocamentos em massa, se os aliados não cumprirem os compromissos de defesa.
O líder neerlandês reiterou a necessidade de aumentar os gastos e a capacidade de produção militar, defendendo que o momento é agora. A estimativa aponta para uso da força pela Rússia dentro de até cinco anos, conforme o alerta feito pelo secretário-geral.
Convergência estratégica com Alemanha e EUA
Merz destacou o objetivo alemão de chegar a 3,5% do PIB com gasto de defesa até 2029, mantendo a confiança de que os Estados Unidos manterão seus compromissos com a segurança europeia. Ele ressaltou a importância de investimentos em segurança, migração e política econômica para a autonomia europeia.
Além disso, Merz reforçou a necessidade de cooperação transatlântica e de manter a Europa estável e segura, dentro de uma estratégia comum com EUA e Canadá. O chanceler enfatizou que o reforço das defesas é essencial para sustentar o modo de vida europeu.
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