- Reforma tarifária mexicana aprovada pelo Senado em 11/12 prevê tarifas de 5% a 50% sobre cerca de 1,5 mil produtos de 17 setores, com entrada em vigor prevista para 1º de janeiro.
- Brasil e México mantêm diálogo para mitigar impactos; Itamaraty e MDIC aguardam publicação do texto final para avaliar efeitos sobre as exportações brasileiras.
- Governo brasileiro estima que até 15% das exportações brasileiras ao México possam ser afetadas; o setor automotivo tende a ficar pouco impactado.
- A relação bilateral é pautada por cooperação e previsibilidade; Brasil continuará diálogo construtivo para preservar comércio e investimentos.
- México responde por cerca de 2,25% das exportações brasileiras, com roughly US$ 7 milhões no período janeiro a novembro de 2025.
O Senado do México aprovou, no dia 11 de dezembro, uma reforma tarifária que pode elevar tarifas de 5% a 50% sobre importações de países sem acordo de livre comércio com o México. A medida, passível de entrar em vigor em 1º de janeiro, afeta cerca de 1,5 mil produtos de 17 setores, entre eles automóveis, vestuário e eletrodomésticos.
O governo brasileiro acompanha com atenção a proposta e busca avaliação dos impactos sobre exportações nacionais. Itamaraty e MDIC destacam que aguardam a publicação do texto final para entender consequências para o comércio entre Brasil e México. O diálogo bilateral permanece ativo para mitigar efeitos.
Plano de mitigação e impactos potenciais
A Confederação Nacional da Indústria estima que até 15% das exportações brasileiras ao México possam ser afetadas, dependendo das listas finais. O setor automotivo é visto como menos exposto, devido a acordo setorial existente.
Contexto e cenário regional
O México encara a reforma em um momento crítico, próximo à revisão do Acordo de Livre Comércio com EUA e Canadá, prevista para 2026. Países como China e Índia também serão impactados, conforme anunciado pelo governo mexicano. Brasil segue mantendo entendimentos setoriais com o México para preservar fluxo comercial.
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