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CofE reage ao evento de canções de Tommy Robinson com ‘Christmas is for all’

Igreja da Inglaterra lança vídeo de Natal inclusivo e rejeita uso político da fé, em resposta ao evento de Tommy Robinson

Tommy Robinson (front left) at a 'Unite the Kingdom' march in London in September. He has organised a Christmas carols event in Westminster for Saturday. Photograph: Vuk Valcic/Zuma Press Wire/Shutterstock
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  • A Igreja da Inglaterra lançou o vídeo de 43 segundos “Christmas Isn’t Cancelled” em resposta ao evento pró-far-right organizado por Tommy Robinson em Westminster.
  • No vídeo, mais de 20 pessoas — do arcebispo de York a estudantes — falam sobre alegria, amor e esperança do Natal, dizendo que a celebração é para todos.
  • Líderes da igreja alertam contra a “nacionalização” do cristianismo e o uso instrumental da fé para sustentar mensagens anti-imigração.
  • Diversos bispos criticam a apropriação de símbolos cristãos por grupos de extrema direita e pedem esforço por congregações mais inclusivas e hospitaleiras.
  • Eventos contrários foram organizados para o sábado, incluindo celebrações e uma contraprotesta, com apresentações, como a de Billy Bragg, em resposta ao desdobramento.

A Igreja da Inglaterra lançou um vídeo de 43 segundos intitulado Christmas Isn’t Cancelled em resposta a um evento de corais de Natal marcado para sábado em Westminster. O ato foi organizado pelo ativista de extremas-direitas Tommy Robinson, que tem sido tema de críticas entre líderes religiosos. A ação busca reforçar o papel inclusivo do Natal e evitar uso instrumental da fé.

O vídeo reúne vozes diversas, desde o arcebispo de York até estudantes, para defender que o Natal é de todos e que a celebração deve acolher pessoas de diferentes origens. A Igreja afirma que a mensagem é simples: o Natal pertence a todos e todos são bem-vindos.

Lideranças da Igreja criticam a apropriação religiosa para fins políticos. Arcebispo emérito Rowan Williams alertou sobre a possível weaponização de eventos semelhantes, defendendo que a mensagem cristã seja de compaixão e acolhimento.

Bishop Arun Arora afirmou que o cristianismo tem sido usado como ferramenta por extremistas para sustentar ideologias nacionalistas, o que deve ser visto com desconfiança. Ele ressaltou que símbolos religiosos não devem servir a agendas políticas.

Anderson Jeremiah, bispo de Edmonton, informou ter incentivado paróquias a promover diversidade, citaram-se dados de participação de migrantes nas igrejas londrinas como contraponto à narrativa de identidade britânica ligada ao cristianismo.

Quatro bispos da Diocese de Southwark emitiram comunicado rejeitando o uso da fé para excluir pessoas, epedindo construção de um Reino Unido mais unido com valores de amor e compaixão.

Um artigo no Independent destacou críticas ao aproveitamento da data de Natal para uma disputa ideológica. Robinson, cuja identidade real é Stephen Yaxley-Lennon, sustenta que o evento não é político, mas emails a apoiadores indicam o contrário.

O COE reporta que várias ações alternativas foram organizadas para o sábado, incluindo serviços religiosos e uma contraprotesto com o slogan Don’t let the far right divide us at Christmas, onde Billy Bragg participa.

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