- Os Estados Unidos retiraram o ministro Alexandre de Moraes e a esposa, Viviane, da lista Magnitsky, sem explicação pública.
- A sanção, que bloqueava bens e interditava negociações com Moraes e a esposa nos EUA, foi instituída em julho.
- A GloboNews apurou que o Brasil já sinalizava possibilidade de resolução desde o último telefonema entre o presidente Lula e o presidente Donald Trump.
- O governo brasileiro afirmava que o tema era pauta em reuniões, no nível ministerial e presidencial, com o Itamaraty acompanhando o processo.
- Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo emitiram nota pública dizendo que é lamentável a “janela de oportunidade” ter se encerrado e expressando pesar pela decisão.
Dois dias após a sanção de Moraes pela Lei Magnitsky, os EUA retiraram o ministro e sua esposa da lista de sancionados, sem apresentar justificativa pública. A retirada ocorreu em meio a sinais de aproximação entre Brasil e EUA sobre questões diplomáticas e judiciais.
Apenas em julho Moraes entrou na lista, o que bloqueava bens e barrava negócios com cidadãos norte-americanos. O governo brasileiro informou ao portal de TV que já havia indicativos de resolução da questão antes do fim do ano, com participação do Itamaraty.
Contexto e reações
O deputado Eduardo Bolsonaro afirmou, em nota dirigida ao X, que recebeu com pesar a decisão dos EUA e ressaltou a perda de uma janela de oportunidade para enfrentar problemas estruturais no Brasil. A nota foi assinada por Eduardo Bolsonaro e por Paulo Figueiredo.
O Itamaraty confirmou que havia sinais de resolução após o contato entre os chefes de Estado, Lula e Trump, além de contatos entre ministros e o chanceler brasileiro Mauro Vieira com o secretário de Estado norte-americano. O governo brasileiro manteve a posição de buscar uma solução diplomática.
A publicação de Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo reforçou o desejo de continuidade de um diálogo que permita avancar nos interesses nacionais, sem entrar em avaliações políticas sobre o mérito da decisão americana.
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