- Um juiz da Bolívia determinou a prisão preventiva de cinco meses para o ex-presidente Luis Arce, até maio de 2026, enquanto o Ministério Público investiga sua possível participação em um caso de corrupção ligado ao Fondioc.
- Arce, economista de 62 anos, foi detido após deixar o governo em 8 de novembro e transferido para o presídio de San Pedro, em La Paz.
- Ele é acusado de descumprimento de deveres e conduta antieconômica, por autorizar repasses de recursos públicos para dirigentes camponeses dedicados a projetos agrícolas que ficaram inacabados.
- O Ministério Público pediu três meses de prisão preventiva, mas o juiz Elmer Laura decidiu manter Arce detido por cinco meses durante a investigação.
- O ex-presidente afirmou ser inocente, denunciando perseguição política pelo governo atual, e afirmou que o advogado pediu a liberdade com base na idade e em diagnóstico de câncer linfático.
Um juiz da Bolívia determinou a prisão preventiva de cinco meses contra o ex-presidente Luis Arce, por suspeita de descumprimento de deveres e conduta antieconômica. A decisão ocorreu após ele deixar o poder em 8 de novembro e ser detido na quarta-feira. O decreto coloca Arce no presídio de San Pedro, em La Paz, até maio de 2026, no curso da investigação sobre recursos do Fondioc.
A acusação aponta transfers de recursos públicos para contas de dirigentes camponeses para projetos agrícolas que teriam ficado incompletos, durante o mandato de Evo Morales. A defesa sustenta inocência e afirma perseguição política.
O Fondioc foi criado para o desenvolvimento de povos originários e foi encerrado em 2015 por irregularidades. O Ministério Público investiga desvios de recursos vinculados ao fundo, enquanto Arce exerce o papel de ex-ministro da Economia. A audiência ocorreu por meio virtual e durou quase seis horas. Arce foi escoltado por policiais ao presídio. Ele alega doença grave, câncer linfático, e idade avançada como fatores atendidos na defesa.
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