- Os Estados Unidos retiraram o ministro Alexandre de Moraes e a esposa, Viviane Barci de Moraes, da lista da Lei Magnitsky.
- Moraes classificou a retirada como “vitória tripla” do Judiciário, da soberania nacional e da democracia, destacando o apoio do presidente Lula.
- A conversa entre Lula e Trump sinaliza normalização das relações, com expectativa de resolver a questão antes do fim do ano.
- As tarifas sobre bens manufaturados seguem em discussão; some itens tiveram retirada, mas máquinas, motores e calçados continuam com impostos adicionais.
- O Itamaraty informou que houve avanço, mas ainda há trabalho a fazer para restabelecer plenamente as relações comerciais.
O governo dos EUA retirou Moraes e sua esposa, Viviane Barci de Moraes, da lista de sancionados pela Lei Magnitsky. A decisão foi anunciada sem explicar as razões formais.
Moraes afirmou que a retirada representa uma vitória para o Judiciário, a soberania brasileira e a democracia. Ele agradeceu ao presidente Lula e à equipe governamental pelo trabalho conjunto.
O presidente Lula foi citado como atuando para evitar invasões à soberania nacional, destacando o papel das negociações com Washington. A declaração ocorreu durante evento em São Paulo.
Normalização das relações e tarifas
Conforme apurado pelo Itamaraty, sinais de possível normalização já estavam em discussão desde o último telefonema entre Lula e o presidente americano, Trump. A expectativa era resolver a questão antes do fim do ano.
Segundo fontes, o tema manteve-se na pauta de reuniões entre ministros e assessores. Ainda há entraves, sobretudo relacionados às tarifas sobre bens manufaturados, como máquinas e calçados.
O pacote de sanções ligado à Magnitsky, além da retirada de Moraes, faz parte de negociações mais amplas entre Brasil e EUA. Em agosto, tarifas adicionais chegaram a impactar produtos brasileiros, com algumas reduções anunciadas posteriormente.
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