- A Rádio USP encerrou a primeira temporada do podcast Conexões Afro-Lusófonas, com nove episódios, e já confirmou a segunda temporada para 2026.
- O programa é transmitido em São Paulo e Ribeirão Preto, com entrevistas mensais sobre culturas, músicas e abordagens educacionais dos países lusófonos africanos.
- Os países destacados foram Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique e São Tomé e Príncipe.
- Dentre os conteúdos, houve resgate de biografias de intelectuais africanos pela Escola de Comunicações e Artes da USP e o envolvimento da Guiné Equatorial com o português como língua oficial.
- Outros temas incluem o crescimento econômico de Angola após a guerra, o reconhecimento da UNESCO para São Tomé e Príncipe e as relações diplomáticas e educacionais em Moçambique e Cabo Verde.
O podcast Conexões Afro-Lusófonas encerra sua primeira temporada com nove episódios e já planeja a continuidade em 2026. A produção da Rádio USP revelou que as entrevistas foram ao ar pela frequência 93,7 MHz em São Paulo e 107,9 MHz em Ribeirão Preto, sempre na primeira sexta-feira do mês.
O programa, que começou em 4 de abril, aproximou o público das realidades dos países lusófonos africanos: Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique e São Tomé e Príncipe. O foco esteve em culturas, músicas e diversidades desses territórios.
O último episódio foi ao ar em 9 de dezembro, com a confirmação da segunda temporada para 2026. A nova temporada manterá o formato de entrevistas com jornalistas e representantes da cultura e da educação dos países mencionados.
Biografias e memórias
No episódio de estreia, o jornalista Antonio Carlos Quinto conversou com o professor Ricardo Alexino Ferreira, da ECA-USP. Ferreira trabalha desde 2012 num projeto de resgate de biografias e memórias de intelectuais de países africanos de língua portuguesa.
O projeto de Ferreira busca preservar trajetórias de pensadores e referências históricas ligadas ao português. O diálogo inaugurou o propósito do podcast de estabelecer pontes entre Brasil e África lusófona.
Perspectivas e debates
Entre os entrevistados, destacaram-se profissionais ligados à educação, à cultura e à imprensa dos países lusófonos. As discussões revelaram avanços, bem como dificuldades estruturais de desenvolvimento em várias nações.
Angola, Guiné Equatorial, Moçambique e São Tomé e Príncipe foram citados em diferentes episódios como exemplos de trajetórias econômicas e sociais com ganhos de longo prazo, mas com desafios amplos.
Guiné Equatorial foi apresentada como país que incorporou o português como língua oficial, junto ao espanhol e ao francês, o que pode facilitar futuras relações com o Brasil. A edição abordou também desigualdades internas.
Moçambique teve as primeiras movimentações diplomáticas do novo presidente, em contexto regional. O país é citado por sua localização estratégica e por ações recentes na política externa.
Cabo Verde e São Tomé e Príncipe aparecem como exemplos de força educativa e de resiliência, com ênfase na valorização da educação e na importância da diáspora para o desenvolvimento.
O projeto da Rádio USP segue aberto a ações futuras, com a proposta de ampliar a cobertura de temas culturais, educacionais e jornalísticos entre o Brasil e os países lusófonos africanos.
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